Violência doméstica e o Modelo Duluth
Faaaaala, irmãos!
No interessantíssimo, e sob muitos aspectos, divisor de águas
documentário de Cassie Jaye sobre o Movimento pelos Direitos dos
Homens, ela decidiu que precisava incluir algumas vozes feministas ao
discurso. Entre elas, estava a editora executiva da revista feminista
Ms Magazine, Katherine Spillar. Em sua entrevista com Cassie,
Katherine comentou, sobre a violência doméstica:
“É na verdade um nome bonitinho
pra espancamento de esposa. E não são meninas batendo em meninos,
são meninos batendo em meninas, para intimidar e exercer poder e controle“.
Nessa sentença, ela conseguiu
resumir a ideologia em que se baseia o Modelo Duluth. O modelo,
também chamado de Projeto de Intervenção no Abuso Doméstico, foi
desenvolvido na cidade que o deu nome, por uma ativista chamada Ellen
Pence (1948-2012), como um programa para reduzir a violência
doméstica contra as mulheres.
Mas antes de aprofundarmo-nos nessas
águas, vamos voltar ao passado distante. Reza a lenda, que nos
tempos antigos, dominadas pelos homens e pelo malvado Patriarcado,
mulheres podiam ser livremente espancadas pelos seus pais e maridos,
sem conseqüência alguma e com a suspeição de que “alguma coisa
elas fizeram pra merecer”. Isso perdurou até os anos 1960, quando
feministas marxistas conseguiram a duras penas convencer os homens a
deixarem de ser bárbaros sanguinários abusadores de mulheres.
A aceitação universal, ao longo da
história, do abuso doméstico praticado por homens contra as
mulheres, porém, é um mito, fabricado e cultivado por revisionistas
históricos. Podem-se encontrar registros de intervenção
comunitária contra maridos abusivos datando até de 1853, e
sentenças criminais exaradas em desfavor dos mesmos existem também
por essa mesma época.
Embora não possamos afirmar que
isso foi verdade por toda a história humana e em todas as
sociedades, também a posição de que os homens tinham autorização,
da comunidade e das autoridades, para disciplinar suas filhas e
esposas da maneira que lhes conviesse, sem represálias, até o
advento da 2ª onda feminista é no mínimo, questionável.
Um pouco mais recentemente, nos anos
1970, uma mulher chamada Erin Pizzey fundou o primeiro abrigo para
mulheres agredidas em Londres. Conforme as mulheres chegavam com suas
crianças a tiracolo, Erin rapidamente percebeu que muitas delas eram
tão abusivas (com relação aos seus filhos, aos voluntários e às
outras mães) quanto os maridos que deixavam.
Erin postulava que a violência
doméstica era um problema intergeracional – pais e mães que nunca
tiveram orientações quanto à criação de filhos, e que muitas
vezes foram na infância abusados pelos seus pais ou mães, tendiam a
repetir o padrão abusivo. Isso conflitava com a visão feminista, de
que a raiz de todos os males, em especial da violência doméstica,
era o Patriarcado (aka os homens).
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| Erin Pizzey em 1978 |
Quando feministas perceberam a mina
de dinheiro que a exploração da violência doméstica representava,
logo ocuparam os abrigos, e votaram a si mesmas como as responsáveis
pela sua criação e manutenção. Pizzey foi ameaçada de morte e
precisou fugir do seu país natal e buscar refúgio na América. Os
abrigos que ela ajudou a fundar, de comunidades terapêuticas criadas
com o objetivo de quebrar o ciclo da violência, foram convertidos em
hubs ideológicos em que homens são proibidos, e as mulheres
doutrinadas.
Como já dito, o modelo Duluth foi
desenvolvido como um método para combater a violência doméstica, e
é baseado inteiramente na dicotomia feminista
homem-opressor/mulher-oprimida. Originalmente, o gráfico da “Roda
do Poder e Controle” não deixava dúvidas de que era sempre o
homem a exibir comportamentos abusivos, e sempre a mulher era vítima
deles.
Porém, a despeito de alguns
“estudos” que corroboram a sua efetividade, o modelo trata de
imputar a culpa, em todos os homens, pela violência doméstica. Nas
palavras de Bert Hoff (1999):
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| O avô do "Violentômetro" |
“O modelo rejeita o tratamento
através de modelos de insight, teoria de sistemas familiares ou
modelos cognitivo-comportamentais, em favor do que seus defensores
chamam de ‘modelo sociopolítico’ e o terapeuta Eric Towle, de
San Jose, chama de ‘campo de reeducação feminista radical’, em
que espancamento é sinônimo de masculinidade. O objetivo da terapia
sociopolítica é ‘desafiar expectativas sexistas e comportamentos
controladores que freqüentemente inibem os homens e motivá-los a
aprender a aplicar novas habilidades de uma maneira consistentemente
não-controladora”.
Ao ignorar o efeito do abuso de
álcool e drogas, desordens psicológicas como personalidades
borderline, e instituir apenas uma causa para a violência doméstica
(machismo) e apenas uma solução (reeducação), feministas mantêm
seus dogmas centrais sobre a maneira como as relações entre homens
e mulheres aconteciam e acontecem. E a manutenção desses dogmas é
essencial para que elas (es) mantenham a influência que exercem sob
a sociedade, bem como as lucrativas formas de exploração que
desenvolveram ao longo das décadas, desde a primeira onda.
Outro aspecto da violência
doméstica que precisa ser ignorado pelo feminismo é o fato de que
mulheres são tão capazes de cometê-la quanto os homens. E que
estes são freqüentemente vítimas desse tipo de violência, em
proporções que estão longe de poderem ser consideradas
insignificantes. Como resultado, não há absolutamente nenhum
recurso para os homens vitimados.
Nossa educação, pública ou
privada, não faz nada para preparar os meninos para essa realidade,
presente ou futura. Pelo contrário, são doutrinados desde cedo a se
enxergarem como os responsáveis pelos males do mundo, em especial a
violência sexual e doméstica.
A realidade, porém, tem um jeito
engraçado de se fazer sentir. Defensores dos direitos dos homens e o
próprio documentário The Red Pill, citado no início desse
texto, contribuíram para desfazer um pouco os mitos que cercam o
tema da violência doméstica.
Feministas, é claro, farão de
tudo, protestos, boicotes, censura política e mesmo violência, para
manter a sua narrativa (e o seu ganha-pão), mas é dever de qualquer
pessoa “redpillada” desafiar esses conceitos e metralhar essa
cambada com fatos.
E é dever de toda pessoa decente
fazer frente às injustiças, tomem a forma que tomar, portanto,
continuemos em frente!
Feminismo Delenda Est!






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