Sacer Falocrático - A Origem
Olá, meus irmãos, sejam bem-vindos ao blog do Sacer Falocrático.
Eu sou o Odirlei, e entre outras coisas, sou um homem gay, anti-feminista e defensor
dos direitos humanos dos homens e meninos. Após uma muito
interessante participação numa live no canal “Red Pill for Real
Brasil”, com o Roque, o Racooning Racoon e o Angry Fox Pilgrim
(link ao final do post), considerei criar um canal próprio de
comentários culturais descompromissados. Isso ainda não me é possível, então resolvi criar este Blog.
Primeiro, queria explicar a origem
do nome do blog. Pois bem, em 1983, uma das luminares da segunda
onda feminista e premiada “Filósofa do Ano” pela Sociedade pelas
Mulheres na Filosofia em 2001, Marilyn Frye, publicou o livro “The Politics of
Reality – essays in feminist theory” (A política da
Realidade – ensaios em teoria feminista). Nesse livro, entre
outras coisas, ela usa o termo “Falocracia” para designar o que a
maioria das feministas chama simplesmente de “Patriarcado”.
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| Marilyn Frye |
Essa Falocracia, segundo ela, era
baseada no ódio às mulheres e no amor aos homens. Ela acreditava
que era impossível para os homens sentir amor pelas mulheres.
Citando as páginas 134 e 135 do referido livro, em tradução livre:
Dizer que os homens
heterossexuais são heterossexuais é dizer apenas que eles fazem
sexo (fodem) exclusivamente com o sexo oposto, isto é, mulheres. Em
tudo ou quase tudo o que diz respeito a amar, a maioria dos homens
heterossexuais reservam exclusivamente para outros homens. As pessoas
que eles admiram, respeitam, adoram, reverenciamhonram; aqueles que eles imitam, idolatram, e com quem formam
profundas ligações; a quem eles estão dispostos a ensinar e com
quem eles estão dispostos a aprender; e aqueles cujo respeito,
admiração, reconhecimento, honra, reverência e amor eles
desejam... esses são, esmagadoramente, outros homens... Das
mulheres, eles querem devoção, serviço e sexo.
Algumas versões dessa citação já circularam pela internet em tempos recentes. É claro que você precisa estar
muito desconectado da realidade pra afirmar algo do tipo. Homens são
extremamente competitivos. Tudo o que conhecemos da história refuta
esse suposto “amor” que os homens sentem apenas e exclusivamente
uns pelos outros. Meu, se isso o que ela afirmou fosse verdade, o
movimento dos homens seria uma enorme força política, ao invés de
um grupo anti- establishment relativamente pequeno (embora
crescente).
Enfim, entre os princípios
fundamentais da Falocracia, ela colocava o “culto ao pênis”, e
afirmava que todos os homens eram obcecados pelo dito cujo, como se
este fosse um objeto mágico com poderes sobrenaturais.
Citando agora as páginas 132 e 133
do mesmo livro:
Na cultura falocrática, o pênis
é definido, fetichisado, mistificado e adorado [...]. É uma cultura
na qual a identificação do pênis com o poder, presença e
criatividade é considerada plausível – não o cérebro, os olhos,
a boca ou a mão, mas o pênis. Nessa cultura, qualquer objeto ou
imagem que pareça ou sugira as proporções de um pênis ereto será
imbuído com ou assumido como tendo poderes místicos, semânticos,
psicológicos ou sobrenaturais.
Se a adoração ao falo é
central na ‘cultura falocrática’, então os homens gays, em
geral, são mais como sacerdotes ardorosos do que infiéis, e o
movimento dos direitos dos gays pode ser o fundamentalismo da
religião global que é o Patriarcado. Nesse sentido, a congruência
da cultura gay masculina com a cultura heterossexual masculina, bem
como o abismo entre essas e as culturas das mulheres é realmente
grande.
Então, ela se questionava porque os
homens gays e héteros não se davam bem, se ambos estavam juntos na
empreitada de odiar e oprimir as mulheres, e a única diferença
entre eles é que os gays não precisavam de mulher pra nada, nem pra
fazer sexo. Eram os mais homens entre os homens por isso, na dita
cultura falocrática.
Bem, decidi então sarcasticamente
abraçar esse título e nomear esse blog Sacerdote Falocrático, afinal eu gosto (e muito) de pênis. Embora não seja meu objetivo realmente recrutar novos devotos à adoração do falo, a imagem mental que se forma de um sacerdote do culto ao pênis é engraçada demais pra se desperdiçar a ideia.
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| Com licença, senhor? O senhor teria um tempinho para falar sobre nosso senhor e salvador, o Falo? |
Nas próximas postagens quero tratar
das questões que ficaram em “aberto”, digamos assim, na live que
citei no início. A primeira delas será a questão da Efeminação
nos homens gays, se ela é estatisticamente majoritária, se é inata
ou é apenas emulação, etc.
Enquanto meu cajado das maravilhas
(símbolo fálico) dispersa bênçãos sobre suas cabeças, me
despeço, caros irmãos.
Feminismo Delenda Est!
Link para a live supracitada:





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