Demoníacas "Criadoras de Anjos"
Olá, caros irmãos!
Um blogue cuja leitura eu fortemente
recomendo é o Unknown Gender History (algo como História de
Gênero Desconhecida), que costumava se chamar Unknown History of
Misandry (História Desconhecida da Misandria).
O autor, Robert St. Estephe, se
identifica como “Historiador Gonzo” – em uma forma de ironia,
afirmando que, numa época em que a subjetividade, a distorção e a
mentira deslavada são a norma, a integridade é transgressora.
Minerando fontes dentro e fora da
internet, Estephe possui material documentando as origens do
movimento feminista, e também do movimento dos homens. Também
ampliou a lista oficialmente reconhecida de serial killers femininas,
que conta com mais de 900 nomes. Em suma, todo o material do blogue
existe para desafiar noções de gênero cuidadosamente fabricadas,
como por exemplo, a inerente benignidade das mulheres, e a violência
como prática exclusiva dos homens.
Dentre os muitos tópicos que ele
apresenta, há uma lista que sempre achei muito fascinante (e
mórbida, muito mórbida): Husband-Killing Syndicates (algo como
“Sindicatos de Mariticídio”). Trata-se de conspirações,
lideradas e compostas quase exclusivamente por mulheres, com o
objetivo de matar, geralmente usando de substâncias venenosas, seus
maridos (e às vezes outros membros da família, e.o.).
O registro mais antigo é do século
XVII, com a envenenadora italiana Tofana, e o mais recente data de
2011, na Colômbia.
Um padrão curioso que surge, ao
passar os olhos pela lista: uma grande quantidade desses casos se
concentrou no período entre a segunda metade do século XIX e a
primeira metade do século XX, em países da Europa Oriental (Boêmia,
Croácia, Tchecoslováquia, Hungria, Romênia, Rússia, Sérvia,
Silésia, Ucrânia e Iugoslávia).
Dentre esses, provavelmente o mais
conhecido é o das “Fazedoras de Anjos” de Nagyrev, na Hungria,
em 1929. Publicado e republicado em dezenas de jornais e publicações
online, a exemplo do brasileiro “O Aprendiz Verde”.
Usando de arsênico extraído de
papel mata-moscas, veneno de rato e cogumelos venenosos, as líderes
desse grupo, Júlia Fazekas, Christine Chordas e Suzi Oláh,
assassinaram, e ajudaram outras mulheres a assassinar, dezenas de
maridos, namorados e outros.
Porém, o site UGH traz mais de 40
casos semelhantes, ocorrendo mais ou menos na mesma época e na mesma
região do globo. Dentre esses, há inclusive um, na Rússia de 1927,
em que toda a população masculina adulta de um vilarejo foi
eliminada. Por que então apenas o caso de Nagyrev é conhecido? Por
que é tratado como uma anomalia rara, ao invés de apenas um entre
dezenas de casos conhecidos?
Talvez justamente o motivo seja a
manutenção da noção de que mulheres são seres iluminados,
naturalmente empáticos, que não são capazes de fazer esse tipo de
coisa, e quando o fazem são casos tão raros que podem ser
considerados únicos.
As motivações apresentadas para os
crimes, à época variavam: casar com um pretendente mais novo;
desentendimentos conjugais; coletar prêmios de seguro; lucro;
questões de herança, etc.
A dita “imprensa oficial”,
quando trata desses casos (geralmente se limitando ao caso de
Nagyrev), tenta justificar a matança usando a retórica de que essas
mulheres eram oprimidas pelos seus maridos e pela sociedade
patriarcal, e a única “saída” que haviam encontrado para
libertarem-se desses grilhões foi o assassínio, em massa.
Porém, alguns historiadores atuais
da região tentam trazer um olhar objetivo às relações entre
homens e mulheres no passado, e fugindo da visão reducionista de
“Patriarcado”, encontraram evidências de que as relações
maritais eram geralmente amistosas e amáveis.
Recomendo a leitura do site todo. É
um compêndio histórico como nenhum outro que você verá por aí.
Inclusive veículos de mídia mainstream, a contragosto, vez por
outra o citam como fonte.
Feminismo Delenda Est!





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