Aceitação Social da Violência Doméstica? - Parte II
Nota: Esta postagem é a mais uma tradução que fiz de uma postagem feita pelo "Historiador Gonzo" e ativista dos direitos dos homens conhecido como Robert St. Estephe em seu blogue extremamente recomendável chamado Unknown Gender History (Antigamente, Unknown History of Misandry). Há algum tempo solicitei diretamente a ele que me permitisse traduzir suas postagens, com a condição de creditá-lo e linkar as postagens originais, e ele concordou com essas condições. Desnecessário dizer que todas as opiniões expressas por ele (e por outros autores cujas obras eu venha a traduzir) não são necessariamente as mesmas que as minhas. Mas concordo com o teor geral da mensagem, por isso me prestei ao trabalho. Decidi também manter as imagens das postagens originais, com legendas caso isso seja necessário. OBS: Todas os links são para artigos em inglês. Como o volume de imagens é grande, vou dividir esse post em duas partes.
Selene Armstrong, “Mulheres se Opõem ao Retorno do Tronco de Açoitamento - Chocada com o Modo de Punição para os Espancadores de Esposa. - Diz que a Crueldade Nunca Melhorou um Homem - Mulheres Conceituadas do Distrito Expressam Suas Opiniões sobre o Assunto. - Esposa de Vítima Conta sobre o Açoitamento Administrado ao Seu Marido. - Declara que o Estigma é Eterno - Seus Filhos, Ela Diz, "Serão Debochados por Outros” . The Washington Times (D.C.), 11 de março de 1911, p. 6
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28 de abril de 1911/ESPANCADOR DE ESPOSA EXPERIMENTA UMA DOSE DO AÇOITE/Cinco Cortes nas Costas Nuas Provocam Gemidos dos Lábios de Homem de Baltimore./Xerife Açoitou Espancador de Esposa. |
“Espancador de Esposa Experimenta uma Dose do Açoite - Cinco Cortes nas Costas Nuas Provocam Gemidos dos Lábios de Homem de Baltimore”. syndicated, Sheboygan Daily Press (Wi.), 28 de abril de 1911, p. 6
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| 21 de fevereiro de 1913. Califórnia/CONTRÁRIA AO TRONCO DE AÇOITAMENTO PARA ESPANCADORES DE ESPOSA/Sra. Florence Collins Potter. |
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| 9 de agosto de 1913/ONDE UM HOMEM SE TORNA FEMINISTA/UM ANTIGO MÉTODO DE KENT PARA PUNIR O ESPANCADOR DE ESPOSA |
[Arthur Watts (ilustrador), “Onde um Homem se Torna Feminista; Um Antigo Método de Kent para Punir um Espancador de Esposa, The Graphic (London, England), 9 de Agosto de 1913, p. 275]
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| 1º de fevereiro de 1914./"JUIZ COM UM SOCO" QUE PROMETE SENTENÇAS VIGOROSAS PARA ESPANCADORES DE ESPOSA/Senhor Henry Miller, de Wilkes-Barre. |
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| BATALHAS FÍSICAS PARA OS ESPANCADORES DE ESPOSA/Juiz de Milwaukee Mantém Justiceiros com Esse Objetivo/3 de janeiro de 1917./Tribunal de Milwaukee, Wisconsin |
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| 21 de janeiro de 1717./FOTOS DE ESPANCADORES DE ESPOSA NA PREFEITURA |
“Espancador de Esposa Deve Lutar - Juiz Ordena que Ele Vá para um Campo de Treinamento se Preparar para Testar suas Habilidades Contra ele”. The Maurice Times (Io.), 28 de novembro de 1918, p. 3
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| 20 de outubro de 1922. DÁ AO ESPANCADOR DE ESPOSA UMA DOSE DO SEU PRÓPRIO REMÉDIO/ Vereador Deixa de Olhos Negros o Criminoso, e o Multa. Wilkes-Barre, Pa. |
“Espancador de Esposa é Espancado – Homem de Maryland, Condenado por Abusar da Esposa, é Açoitado Publicamente em Cadeia de Baltimore” Iowa City Press-Citizen (Io.), 6 de maio de 1926, p. 7
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| 13 de fevereiro de 1927/Prisioneiro Açoitado Vai Alertar Outros Quanto ao Seu Destino/Não Aprecia a Punição, Já que ele não Era um Espancador de Esposa, Afinal de Contas. |
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| 2 de março de 1938./Tronco de Açoitamento e Gato de Nove Caudas Revividos, quando Baltimore Pune Espancador de Esposa. Clyde Miller, 37 anos, espancador de esposa de Baltimore |
Por todo o período coberto nessa seleção de recortes, os tribunais dos Estados Unidos também julgou espancadoras de maridos – mas em números muito menores. Enquanto os espancadores de esposa eram sentenciados ao açoitamento até cerca de 1953, nenhuma menção até agora foi encontrada de uma mulher sendo sentenciada ao açoitamento ou a qualquer outra forma de castigo físico pelo crime de espancar o marido.
Sobre o ESPANCAMENTO DE MARIDOS: Suzanne Steinmetz concluiu que “o crime mais ignorado não é o espancamento de esposas – é o espancamento de maridos”.
Em 1977, Steinmetz publicou os resultados de diversos estudos mostrando que a porcentagem de esposas que usaram de violência física é maior do que a porcentagem de maridos, e que o placar médio de violência das esposas tende a ser maior, ainda que os homens tivessem um tanto mais de chance de causar maiores ferimentos. Ela também descobriu que as mulheres tinham tanta chance de iniciar a violência física quanto os homens, e que elas tinham motivos similares para seus atos violentos (Steinmetz, Suzanne K. "A Síndrome do Marido Agredido" Victimology 2, 1977-1978, p. 499) Ver artigo online “Agressão aos Maridos”
“Espancador de Esposa é Açoitado pelo Xerife do Condado- 30 [sic] Golpes Administrados ao Prisioneiro Nu, por Atacar a Esposa” The Morning Herald (Hagerstown, Md,), 20 de outubro de 1945, p. 1; & “Recebe 10 Chicotadas por Bater na Esposa”, Altoona Mirror (Oh.), 22 de outubro de 1945, p. 13
“Espancador de Esposa Recebe 20 Chibatadas em Delaware, Sob a Antiga Lei - Chicote de Nove Tiras Usado por Guarda para Açoitar o Prisioneiro de Costas Nuas”, The PittsburghPress (Pa.), 16 de junho de 1952, p. 7
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Para se ter uma ideia do quão extrema é a distorção da história, como ela é apresentada emu ma forma ideologicamente sanitizada por marxistas culturais, deem uma olhada neste breve sumário do período que essa postagem cobre em um periódico professional de direito bastante renomado. Os espancamentos judiciais de homens abusadores, os açoitamentos, a exibição no pelourinho, as sentenças de prisão em trabalhos pesados, são todos mandados pela latrina da memória pelo autor, deixando apenas uma discussão de linguística “opressiva” para guiar a compreensão do leitor do que estava acontecendo entre 1890 e 1960 nos Estados Unidos, com relação às atitudes legais contra a violência doméstica.
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Aqui está um artigo acadêmico que engenhosamente usa de
linguagem legal seletiva para dar a falsa impressão de que a violência
doméstica não era tratada como um crime sério no passado:
Patricia Sully, “Levando a Sério: Restaurando o Sentenciamento de Violência
Doméstica no Estado de Washington”, Seattle University Law Review [Vol.
34:963]
Seção A. – História da Legislação contra a Violência Doméstica nos Estados Unidos
“Por volta dos anos 1890, os tribunais americanos abandonaram completamente a ideia de que um marido podia castigar legalmente sua esposa dentro de limites razoáveis.
Ainda que leis proibindo o castigo físico fossem aprovadas, elas raramente eram aplicadas. Em vez disso, os tribunais começaram a ignorar a violência doméstica com base em preocupações com a “harmonia doméstica”; a violência doméstica era considerada como uma questão familiar interna, que era melhor deixar livre da interferência do estado. Como um tribunal declarou: “Nós não vamos infligir na sociedade o mal maior de erguer a cortina da privacidade doméstica, para punir o mal menor da violência trivial”. Em vez de usar a linguagem do castigo “com base na hierarquia”, os juristas começaram a empregar a linguagem da “privacidade afetiva”. Tal linguagem evocava “os sentimentos e espaços da domesticidade”. Mais significativamente, ela traduzia uma ideia antiquada da regra do castigo para um contexto moderno que parecia profundamente razoável: a privacidade doméstica. Ao invocar justificativas de privacidade conjugal – ou doméstica – as cortes preservaram o sistema de opressão, simplesmente mudando a linguagem. Essas justificativas permaneceram firmes até os anos 1960, quando a violência doméstica mais uma vez se tornou uma questão nacional”. ( p. 970)
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A noção de que só pelo fato de alguns juízes no passado terem escrito sobre a violência doméstica como “uma questão privada”, nós podemos ignorar a realidade muito bem documentada da condenação e julgamento sociais generalizados de casos de violência doméstica por todo o século 19 e 20, apareceu nesse artigo de 2003:
“A despeito do custo tremendo tanto para as vítimas quanto para a sociedade, a violência doméstica não foi reconhecida como uma questão de saúde pública nos EUA até relativamente recentemente. Com o movimento das mulheres de 1970, a violência doméstica estava cada vez mais sendo reconhecida como uma questão pública, e não privada”. [Amy Farmer e Jill Tiefenthaler, “Explicando o Recente Declínio na Violência Doméstica”, Contemporary Economic Policy, No. 21 (2003), pp. 158-172]
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| 3 de março de 1986/Vol. 107, edição 9, p. 58/Artigo Falsamente Histórico sobre a Violência Doméstica. /"Atitudes mudam a respeito da violência doméstica" |
Aqui está uma citação de outro artigo mentiroso, desta vez de uma fonte de mídia convencional, de 1986:
“A política de negligência benigna quanto à violência doméstica foi tolerada até que feministas começaram a focar a atenção na questão do abuso conjugal, uma década atrás, e insistiram que espancadores de esposas fossem tratados como quaisquer outros criminosos violentes. A polícia da nação finalmente começou a levar a violência doméstica a sério”. (“Atitudes mudam quanto a violência Doméstica” Newsweek, 3 de março de 1986; Vol. 107 Edição 9, p. 58)
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Outro exemplo:
A Findlaw afirma: “Respostas da polícia à violência doméstica foram historicamente ofuscadas por noções, por exemplo, a ideia de que a esposa é a “propriedade” de um marido, e ele possui o direito de exercer qualquer comportamento que julgue necessário para “mantê-la na linha”. Essa ideia, e outras como ela, reflete atitudes exercidas pela sociedade em geral. Agravando ainda mais a situação estava a percepção de que que a violência doméstica não é “trabalho policial de verdade”, e tais disputas são questões privadas que devem ser mantidas dentro do lar. Antes de 1980, quando situações domésticas eram levadas à atenção da polícia, chamadas eram frequentemente desviadas por expedidores, considerando uma prioridade mais baixa, ou oficiais respondiam à cena e saiam de lá o mais rápido possível, não realizando nenhum tipo de intervenção significativa. Leis como a “regra do polegar” (pela qual era legal para um marido bater em sua esposa com uma vara que não fosse mais grossa que seu polegar) ainda estavam nos livros até tempos muitos recentes”. [“Violência Doméstica: História das Respostas da Polícia”, FindLaw.com, 28 de março de 2013]
Resposta: Muito disso que foi dito provou ser falso. O resto é claramente falacioso: quanto tempo “antes de 1980”? Talvez quando a polícia se tornou militarizada nos anos 1970 a política era reduzir a prioridade da violência doméstica. Mas esse definitivamente não era o caso no século 19 e na primeira metade do século 20. As “atitudes exercidas pela sociedade em geral” têm por toda a história dos EUA, sido firmemente hostis a homens que cometiam violência doméstica. Nunca existiu um único estatuto da “regra do polegar” nos livros.
Findlaw é de propriedade da Westlaw, a maior editor de direito do mundo.
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Mais um exemplo:
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“Apenas desde os anos 1970 o Sistema de justiça criminal começou a tratar a violência doméstica como um crime sério, e não uma questão privada de família”. Da entrada:: “Violência Doméstica” em encyclopedia.com. Provou-se que essa afirmação é falsa. |
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Outras referências:
Elizabeth Pleck, “O Tronco de Açoitamento para Espancadores de Esposa 1876-1906”, em David Levine & Leslie Page Moch, eds., Essays on the Family and Historical Change, pp. 127 ff. (Texas A&M Press, 1983)
Sobre a farsa da “Regra do Polegar”: Christina Hoff Sommers, “The Rule of Thumb” de Who Stole Feminism? – Quem Roubou o Feminismo? - (Simon & Schuster, New York 1994) (Trecho do Cap. "Mentiras Nobres" pp. 203-208)
Robert Sheaffer, ‘A
Farsa da “Regra do Polegar para o Espancamento de Esposas"’
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VER POSTAGENS ADICIONAIS:
A
Intolerância do Século 19 Contra a Violência
Doméstica
Tratamento
da Violência Doméstica Contra as Mulheres Antes de 1960
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Alguns dos materiais desta postagem são referenciados em “Como o Feminismo Enganou a Sociedade, e outras Fábulas...” por Girl Writes What, Youtube
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[12,185-8/28/18; 14,410-3/9/21]
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Postagem Original em :
http://unknownmisandry.blogspot.com/2011/10/societys-acceptance-of-domestic.html
Notas:
1 - O gato de nove caudas, comumente abreviado para gato, é um tipo de mangual multi-cauda que se originou como um instrumento para punições físicas severas, notadamente na Marinha Real e no Exército Britânico, e também como uma punição judicial na Grã-Bretanha e em alguns outros países.



































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