Aceitação Social da Violência Doméstica? - Parte II

Nota: Esta postagem é a mais uma tradução que fiz de uma postagem feita pelo "Historiador Gonzo" e ativista dos direitos dos homens conhecido como Robert St. Estephe em seu blogue extremamente recomendável chamado Unknown Gender History (Antigamente, Unknown History of Misandry). Há algum tempo solicitei diretamente a ele que me permitisse traduzir suas postagens, com a condição de creditá-lo e linkar as postagens originais, e ele concordou com essas condições. Desnecessário dizer que todas as opiniões expressas por ele (e por outros autores cujas obras eu venha a traduzir) não são necessariamente as mesmas que as minhas. Mas concordo com o teor geral da mensagem, por isso me prestei ao trabalho. Decidi também manter as imagens das postagens originais, com legendas caso isso seja necessário. OBS: Todas os links são para artigos em inglês.  Como o volume de imagens é grande, vou dividir esse post em duas partes. 

Mulheres se Opõem ao Retorno do Tronco de Açoitamento/11 de março de 1911./Por Selene Armstrong./Chocada com o Modo de Punição para os Espancadores de Esposa./DIZ QUE A CRUELDADE NUNCA MELHOROU UM HOMEM/Mulheres Conceituadas do Distrito Expressam suas Opiniões sobre o Assunto./Esposa de Vítima Conta sobre o Açoitamento Administrado ao Seu Marido. DECLARA QUE O ESTIGMA É ETERNO/Seus Filhos, Ela Diz, Serão Debochados por Outros. Sra. Eakin Gadsby/Mulher Conceituada de Washington que se Opõe ao Tronco de Açoitamento.


Selene Armstrong, “Mulheres se Opõem ao Retorno do Tronco de Açoitamento - Chocada com o Modo de Punição para os Espancadores de Esposa. - Diz que a Crueldade Nunca Melhorou um Homem - Mulheres Conceituadas do Distrito Expressam Suas Opiniões sobre o Assunto. - Esposa de Vítima Conta sobre o Açoitamento Administrado ao Seu Marido. - Declara que o Estigma é Eterno - Seus Filhos, Ela Diz, "Serão Debochados por Outros” . The Washington Times (D.C.), 11 de março de 1911, p. 6

28 de abril de 1911/ESPANCADOR DE ESPOSA EXPERIMENTA UMA DOSE DO AÇOITE/Cinco Cortes nas Costas Nuas Provocam Gemidos dos Lábios de Homem de Baltimore./Xerife Açoitou Espancador de Esposa.



“Espancador de Esposa Experimenta uma Dose do Açoite - Cinco Cortes nas Costas Nuas Provocam  Gemidos dos Lábios de Homem de Baltimore”. syndicated, Sheboygan Daily Press (Wi.), 28 de abril de 1911, p. 6

6 de setembro de 1911/DESMAIA SOB O AÇOITE./Espancador de Esposa Açoitado no Tronco em Portland, Ore./COM UM GATO DE NOVE CAUDAS1./Xerife Delegado Brande a Arma Vigorosamente nas Costas Nuas de Marido Violento, Até Que os Uivos da Vítima São Escutados por Toda a Cadeia. Henry Shaefer de Portland, Ore. SEUS GEMIDOS SERÃO ESCUTADOS POR TODA A CADEIA.

 
4 de dezembro de 1911/ESPANCADOR DE ESPOSA PERDE A CABEÇA/Homem Açoitado por Ordem do Tribunal Fica Insano./Centreville, Md., 4 de dezembro. Lawrence Stinger, pf Templeville, que foi açoitado por espancar a esposa, pelo Xerife Dellahay, em conformidade com a sentença do tribunal regional em 25 de novembro, e enquanto cumpria uma sentença de seis meses na cadeia do Centro de Det., ficou tão abatido com a humilhação durante a semana passada, que se tornou insano e será mandado para uma instituição estadual para tratamento. TRIBUNAL DE CENTREVILLE, MARYLAND

 
A Favor do Tronco de Açoitamento para Espancadores de Esposa, Mas Não de Auxílio do Estado para as Vítimas Deles/Sistema de Liberdade Condicional é um Fracasso em Casos Como Esses, dis o Magistrado Appleton, Enquanto Sentenciar a Uma Casa de Correção Significa Vadiagem para o Homem, Enquanto sua Família Pode Estar Passando Fome/Mas uma "Pensão" para as Esposas Poderia ser um Incentivo para os Espancadores de Esposa, e Muitas Mulheres "Alegremente Aguentariam Dois Olhos Roxos para Ganhar $1 por Dia". /Por Nixola Greeley-Smith. Q1: O Tronco de Açoitamento Daria uma Chance à Pocahontas Moderna. Esposa: Poupe-o! Marido: Minha Esposa! Q2: As Mulheres Não Conseguem Fazer Muita Coisa a Respeito. Esposa: O marido Nessa História é Violento, assim como o meu. Q3: Trazendo de Volta para Casa um Traidor da Esposa. Homem Gordo: Bela Paisagem! P4: Como o Oficial de Condicional poderia Conseguir Evidências. Marido: Na próxima vez, eu darei um tapa na sua boca! 20 de janeiro de 1912.

 
21 de fevereiro de 1913. Califórnia/CONTRÁRIA AO TRONCO DE AÇOITAMENTO PARA ESPANCADORES DE ESPOSA/Sra. Florence Collins Potter.

 
9 de agosto de 1913/ONDE UM HOMEM SE TORNA FEMINISTA/UM ANTIGO MÉTODO DE KENT PARA PUNIR O ESPANCADOR DE ESPOSA
 
Em partes de Kent [Inglaterra] uma antiga tradição pitoresca ainda sobrevive. Quando se sabe que um homem é um espancador de esposa comprovado, seus vizinhos se reúnem silenciosamente sob a janela dele à noite, e então capturam e costuram a vítima em um saco de palha. Na manhã seguinte, pergunta-se ao culpado, fazendo uma cortesia sombria, “se ele já jogou fora seu lixo”.

[Arthur Watts (ilustrador), “Onde um Homem se Torna Feminista; Um Antigo Método de Kent para Punir um Espancador de Esposa, The Graphic (London, England), 9 de Agosto de 1913, p. 275]

 

1º de fevereiro de 1914./"JUIZ COM UM SOCO" QUE PROMETE SENTENÇAS VIGOROSAS PARA ESPANCADORES DE ESPOSA/Senhor Henry Miller, de Wilkes-Barre.  
 
Saudações de Iowa, o "Estado com Olhos de Águia"/26 de fevereiro de 1914./ESPANCADOR DE ESPOSA É FORÇADO A IR EMBORA/George Logan, de Malvern, é Visitado por uma Delegação de Cidadãos e Forçado a Ir Embora/Malvern, IOWA

 

27 de agosto de 1915/ LINCHADORES DO TEXAS COLOCADOS NA CADEIA/Espancador de Esposa Assassinado a Tiros; Cinco Homens Foram Detidos/Hallettsville, Tex., 26 de agosto.— Cinco homens foram detidos hoje em conexão com a investigação do linchamento de John Slovak em Shiner, na terça-feira. Eles são J. Kuneka, Joseph Mikesh, Frank Michna, Tom Bailey e Frank Chromouk. Slovak, que tinha sido detido, acusado de bate rem sua esposa e filhos, foi tirado da cadeia e assassinado a tiros.

 “Espancador de Esposa Assassinado a Tiros Cinco Homens Foram Detidos” Reno Evening Gazette (Nv.), 27 de agosto de 1915, p. 2

 

Deve a Cidade Colocar seus Espancadores de Esposa no Pelourinho da Broadway? Melhor do que a Cadeia, Diz Juiz/Q1: Delaware Introduziu o Tronco de Açoitamento/Nova Iorque deve Seguir o Exemplo da Cidade do Kansas, e Punir com Ridicularização Pública os Homens Violentos que Maltratam as Mulheres, Acredita o Magistrado Appleton, Pois a Prisão Pune a Esposa, Também. Por Marguerite Mooers Marshall./30 de junho de 1916.

Marguerite Mooers Marshall, “Deve a Cidade Colocar Seus Espancadores de Esposa no Pelourinho da Broadway? Melhor do que a Cadeia, Diz Juiz", The Evening World (New York, N.Y.), 30 de junho de 1916, p. 3; 19

10 de julho de 1916/VAI ACORRENTAR ESPANCADORES DE ESPOSA A UM TRONCO NUM CANTO DA RUA! Cidade do Kansas, Kan.
 
 
Um Pelourinho em Praça Pública para Criminosos em 1916! Como o Kansas Reviveu Essa Antiga Punição para Refrear a Epidemia de Agressão às Esposas e Como os Números Lançam uma Nova Luz sobre a Estranha Psicologia do Espancamento de Mulheres por Todo o Mundo/Um espancador de esposas que o Juiz Brady agrilhoou ao primeiro formato de pelourinho. Um tronco maior foi desde então substituído por essa barra de aço e um peso. 6 de agosto de 1916  
 
 

BATALHAS FÍSICAS PARA OS ESPANCADORES DE ESPOSA/Juiz de Milwaukee Mantém Justiceiros com Esse Objetivo/3 de janeiro de 1917./Tribunal de Milwaukee, Wisconsin

 
21 de janeiro de 1717./FOTOS DE ESPANCADORES DE ESPOSA NA PREFEITURA
/Galeria de Espancadores de Esposa Delinquentes/Cidade do Kansas, Kan.
 
 
28 de novembro de 1918/ESPANCADOR DE ESPOSA DEVE LUTAR/Juiz Ordena que ele vá para um Campo de Treinamento se Preparar para Testar Suas Habilidades contra Ele./ Akron, O. – Henderson Dugen, com vinte e oito anos de idade, vendedor de cigarros, açoitou sua esposa de dezoito anos de idade. Ele foi colocado diante do Juiz Purdee, que pronunciou a seguinte sentença: “Já que você parece ser um lutador bastante bom, a sentença deste tribunal é que você vá para o Campo Sherman, ou qualquer outro campo de treinamento que o governo possa designar, e se prepare para lutar pelo seu país enquanto durar a guerra”.

“Espancador de Esposa Deve Lutar - Juiz Ordena que Ele Vá para um Campo de Treinamento se Preparar para Testar suas Habilidades Contra ele”. The Maurice Times (Io.), 28 de novembro de 1918, p. 3
 
DISPUTAS FAMILIARES -  Os Maiores Problemas dos Magistrados de Polícia/ 23 de novembro de 1919./A Experiência Convenceu o Juiz Guelich de que o Tronco de Açoitamento deve ser Reinstituído para o Benefício do Espancador de Esposa.
 
“Disputas Familiares – Os Maiores Probelmas dos Magistrados de Polícia”. The Burlington Hawk-Eye (Io.), 23 de novembro de 1919, sec. 2, p. 1
 

18 de junho de 1920/Um tribunal de Ohio sentenciou um marido cruel a ser espancado com o mesmo cinto e favela com o qual ele açoitou sua esposa. Agora, os sentimentalistas estarão acusando indignamente a corte de destruir a masculinidade inerente do espancador de esposa através de punição tão brutal. Mas é seguro dizer que ele nunca mais vai voltar diante dessa corte pela mesma acusação novamente, diz o Americano de Baltimore. E essa é uma das maiores finalidades pelas quais a lei e as cortes foram instituídas.


 
3 de maio de 1921./O Repórter Investigador/Todos os dias ele Faz uma Pergunta a Cinco Pessoas, Escolhidas Aleatoriamente. /A Pergunta de Hoje: Deve o tronco de açoitamento para espancadores de esposas ser reestabelecido? Onde isso foi Perguntado: La Salle, entre as ruas Randolph e Washington. As Respostas: Velda Thompson, Rua West Washington, 180, secretária – Sim; embora existam muitas mulheres que mereçam um açoite, um homem que batesse em uma mulher certamente deveria ser sentenciado ao tronco de açoitamento. Eu acho que isso impediria muitos homens de usarem suas esposas como saco de pancadas.Ver artigo completo (link) para o resto das respostas

 
29 de setembro de 1921./TRONCO DE AÇOITAMENTO PARA ESPANCADORES DE ESPOSA/Ser um Xerife em Maryland envolve a tarefa de usar o tronco de açoitamento sempre que espancadores de esposa se tornam ativos. A foto mostra o Xerife McNulty, de Baltimore, administrando o "gato de nove caudas" em Cornelius Smith, que bateu em sua esposa com um rolo de massa. Essa é a primeira vez em nove anos que o tronco de açoitamento foi usado.
 
“Tronco de Açoitamento para Espancadores de Esposa” The Herald (Algiers, La.), 29 de setembro de 1921, p. 1
14 de maio de 1922. Chicago/Espancador de Esposa Forçado a Beixar o Pé Dela/Constantine Yodas, no tribunal sob acusação de bater em sua esposa, foi ordenado pelo Juiz Haas a beijar o pé de sua esposa.
 
 
 
20 de outubro de 1922. DÁ AO ESPANCADOR DE ESPOSA UMA DOSE DO SEU PRÓPRIO REMÉDIO/ Vereador Deixa de Olhos Negros o Criminoso, e o Multa. Wilkes-Barre, Pa.
 
 
6 de maio de 1926/Espancador de Esposa é Espancado/Homem de Maryland, Condenado por Abusar da Esposa, é Açoitado Publicamente em Cadeia de Baltimore/James H. Kingsmore, condenado por agressão à esposa, foi açoitado publicamente na cadeia de Baltimore (Md.). Cinco chicotadas do Xerife Potae deixou vergões em suas costas.

“Espancador de Esposa é Espancado – Homem de Maryland, Condenado por Abusar da Esposa, é Açoitado Publicamente em Cadeia de Baltimore” Iowa City Press-Citizen (Io.), 6 de maio de 1926, p. 7
 

8 de fevereiro de 1927./Festa Judicial do Esquenta-Calça/Homens, não ameacem a esposa! Essa foto ilustra o que aconteceu com John Caves, de Akron, O., a quem o Juiz E. E. Zesiger administrou tal esquentamento de calças. Caves ameaçou bater em sua esposa, esse último testemunhou, e o juiz decidiu que vinte chibatadas seriam um excelente corretivo. Um transeunte inocente posou com o juiz para essa foto. 

 

“Festa do Esquenta-Calça do Juiz”, syndicated (NEA), The Mexia Daily News (Tx.), 8 de fevereiro de 1927, p. 8
 
13 de fevereiro de 1927/Prisioneiro Açoitado Vai Alertar Outros Quanto ao Seu Destino/Não Aprecia a Punição, Já que ele não Era um Espancador de Esposa, Afinal de Contas.

 
2 de março de 1938./Tronco de Açoitamento e Gato de Nove Caudas Revividos, quando Baltimore Pune Espancador de Esposa. Clyde Miller, 37 anos, espancador de esposa de Baltimore
 
 
18 de janeiro de 1940/Agressora de Marido não Recebe Misericórdia Alguma/A era moderna da ascendência feminina alcançou seu clímax quando a Sra. Ethel Wolfson, 26 anos, foi condenada em Wheeling, W. Va., sob acusação de bater em seu marido. Ela é retratada na cadeia, onde ela vai passar os próximos 30 dias.

 

Por todo o período coberto nessa seleção de recortes, os tribunais dos Estados Unidos também julgou espancadoras de maridos – mas em números muito menores. Enquanto os espancadores de esposa eram sentenciados ao açoitamento até cerca de 1953, nenhuma menção até agora foi encontrada de uma mulher sendo sentenciada ao açoitamento ou a qualquer outra forma de castigo físico pelo crime de espancar o marido.

Sobre o ESPANCAMENTO DE MARIDOS: Suzanne Steinmetz concluiu que “o crime mais ignorado não é o espancamento de esposas – é o espancamento de maridos”.

Em 1977, Steinmetz publicou os resultados de diversos estudos mostrando que a porcentagem de esposas que usaram de violência física é maior do que a porcentagem de maridos, e que o placar médio de violência das esposas tende a ser maior, ainda que os homens tivessem um tanto mais de chance de causar maiores ferimentos. Ela também descobriu que as mulheres tinham tanta chance de iniciar a violência física quanto os homens, e que elas tinham motivos similares para seus atos violentos (Steinmetz, Suzanne K. "A Síndrome do Marido Agredido" Victimology 2, 1977-1978, p. 499) Ver artigo online “Agressão aos Maridos”

20 de outubro de 1945/RECEBE 10 CHICOTADAS POR BATER NA ESPOSA/Vítima da Agressão/Sra. Lloyd Busching. Seu marido foi açoitado./Lloyd Busching, à direita, é mostrado deixando a cadeia em Upper Marlboro, Md., depois de receber 10 chicotadas como punição por bater em sua esposa. O chicote usado pertencia ao Xerife Delegado Ellis Middleton, à esquerda, que está no comando da cadeia. 

“Espancador de Esposa é Açoitado pelo Xerife do Condado- 30 [sic] Golpes Administrados ao Prisioneiro Nu, por Atacar a Esposa” The Morning Herald (Hagerstown, Md,), 20 de outubro de 1945, p. 1; & “Recebe 10 Chicotadas por Bater na Esposa”, Altoona Mirror (Oh.), 22 de outubro de 1945, p. 13
 

 
Uma Lei Antiga Pune o Espancador de Esposa de Maryland. Q1: Açoitar um Espancador de Esposa e Mandá-lo de Volta para sua Esposa é Melhor do Que Privá-la do Sustento, mandando o Marido para a Prisão, Decidiu o Juiz Chas. Marbury, de Upper Marlboro, MD. Uma Antiga Lei do estado corroborava sua decisão.  Q2: Lloyd Busching, um trabalhador da produção de gás, é sentenciado para ser açoitado. Esposa: Ele me batia até eu estar coberta de hematomas, juiz! Juiz: Eu o sentencio a dez chicotadas nas costas nuas. Q3: O prisioneiro nunca proferiu uma única palavra. Policial: Seis-sete-oito-nove! História em quadrinhos publicada não muito depois do açoitamento de Lloyd Busching em 1945.

O caso Busching, de 1945, foi considerado um tema adequado para ensinar as crianças sobre o mal da violência doméstica, como é evidenciado por uma história em quadrinhos publicada não muito depois do açoitamento do espancador de esposa de Maryland. 
 
16 de junho de 1952/Espancador de Esposa Recebe 20 chibatadas em Delaware, Sob a Antiga Lei/Chicote de Nove Tiras Usado Por Guarda para Açoitar o Prisioneiro de Costas Nuas. Wilmington, Del. - John P. Barbieri

“Espancador de Esposa Recebe 20 Chibatadas em Delaware, Sob a Antiga Lei - Chicote de Nove Tiras Usado por Guarda para Açoitar o Prisioneiro de Costas Nuas”, The PittsburghPress (Pa.), 16 de junho de 1952, p. 7
 

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NOS ANOS 1950/3 de novembro de 1957/Tribunais do Nordeste do Kansas. Condado de Atchison. Atchison. Vernon Calloway, 22, rota 4, declarou-se culpado no tribunal da cidade na sexta-feira, de uma acusação de agressão e lesão corporal. Ele foi sentenciado a seis meses na cadeia do condado, e recebeu liberdade condicional sob o pagamento dos custos judiciais, de $ 5,84. Calloway foi acusado de agredir sua esposa. Ele foi dedito na quarta-feira.

“Tribunais do Nordeste do Kansas – Condado de Atchison, Atchison,” Atchison Sunday Globe (Ks.), 3 de novembro de 1957, p. 8  
 
 

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Para se ter uma ideia do quão extrema é a distorção da história, como ela é apresentada emu ma forma ideologicamente sanitizada por marxistas culturais, deem uma olhada neste breve sumário do período que essa postagem cobre em um periódico professional de direito bastante renomado. Os espancamentos judiciais de homens abusadores, os açoitamentos, a exibição no pelourinho, as sentenças de prisão em trabalhos pesados, são todos mandados pela latrina da memória pelo autor, deixando apenas uma discussão de linguística “opressiva” para guiar a compreensão do leitor do que estava acontecendo entre 1890 e 1960 nos Estados Unidos, com relação às atitudes legais contra a violência doméstica.

 

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Aqui está um artigo acadêmico que engenhosamente usa de linguagem legal seletiva para dar a falsa impressão de que a violência doméstica não era tratada como um crime sério no passado:

Patricia Sully, “Levando a Sério: Restaurando o Sentenciamento de Violência Doméstica no Estado de Washington”,  Seattle University Law Review [Vol. 34:963]

 

Seção A. – História da Legislação contra a Violência Doméstica nos Estados Unidos

 

“Por volta dos anos 1890, os tribunais americanos abandonaram completamente a ideia de que um marido podia castigar legalmente sua esposa dentro de limites razoáveis.

Ainda que leis proibindo o castigo físico fossem aprovadas, elas raramente eram aplicadas. Em vez disso, os tribunais começaram a ignorar a violência doméstica com base em preocupações com a “harmonia doméstica”; a violência doméstica era considerada como uma questão familiar interna, que era melhor deixar livre da interferência do estado. Como um tribunal declarou: “Nós não vamos infligir na sociedade o mal maior de erguer a cortina da privacidade doméstica, para punir o mal menor da violência trivial”. Em vez de usar a linguagem do castigo “com base na hierarquia”, os juristas começaram a empregar a linguagem da “privacidade afetiva”. Tal linguagem evocava “os sentimentos e espaços da domesticidade”. Mais significativamente, ela traduzia uma ideia antiquada da regra do castigo para um contexto moderno que parecia profundamente razoável: a privacidade doméstica. Ao invocar justificativas de privacidade conjugal – ou doméstica – as cortes preservaram o sistema de opressão, simplesmente mudando a linguagem. Essas justificativas permaneceram firmes até os anos 1960, quando a violência doméstica mais uma vez se tornou uma questão nacional”. ( p. 970)

 

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A noção de que só pelo fato de alguns juízes no passado terem escrito sobre a violência doméstica como “uma questão privada”, nós podemos ignorar a realidade muito bem documentada da condenação e julgamento sociais generalizados de casos de violência doméstica por todo o século 19 e 20, apareceu nesse artigo de 2003:

“A despeito do custo tremendo tanto para as vítimas quanto para a sociedade, a violência doméstica não foi reconhecida como uma questão de saúde pública nos EUA até relativamente recentemente. Com o movimento das mulheres de 1970, a violência doméstica estava cada vez mais sendo reconhecida como uma questão pública, e não privada”. [Amy Farmer e Jill Tiefenthaler, “Explicando o Recente Declínio na Violência Doméstica”,  Contemporary Economic Policy, No. 21 (2003), pp. 158-172]


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3 de março de 1986/Vol. 107, edição 9, p. 58/Artigo Falsamente Histórico sobre a Violência Doméstica. /"Atitudes mudam a respeito da violência doméstica"

 

Aqui está uma citação de outro artigo mentiroso, desta vez de uma fonte de mídia convencional, de 1986:

 

“A política de negligência benigna quanto à violência doméstica foi tolerada até que feministas começaram a focar a atenção na questão do abuso conjugal, uma década atrás, e insistiram que espancadores de esposas fossem tratados como quaisquer outros criminosos violentes. A polícia da nação finalmente começou a levar a violência doméstica a sério”.  (“Atitudes mudam quanto a violência Doméstica” Newsweek, 3 de março de 1986; Vol. 107 Edição 9, p. 58)

 

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Outro exemplo:

 

A Findlaw afirma: “Respostas da polícia à violência doméstica foram historicamente ofuscadas por noções, por exemplo, a ideia de que a esposa é a “propriedade” de um marido, e ele possui o direito de exercer qualquer comportamento que julgue necessário para “mantê-la na linha”. Essa ideia, e outras como ela, reflete atitudes exercidas pela sociedade em geral. Agravando ainda mais a situação estava a percepção de que que a violência doméstica não é “trabalho policial de verdade”, e tais disputas são questões privadas que devem ser mantidas dentro do lar. Antes de 1980, quando situações domésticas eram levadas à atenção da polícia, chamadas eram frequentemente desviadas por expedidores, considerando uma prioridade mais baixa, ou oficiais respondiam à cena e saiam de lá o mais rápido possível, não realizando nenhum tipo de intervenção significativa. Leis como a “regra do polegar” (pela qual era legal para um marido bater em sua esposa com uma vara que não fosse mais grossa que seu polegar) ainda estavam nos livros até tempos muitos recentes”. [“Violência Doméstica: História das Respostas da Polícia”, FindLaw.com, 28 de março de 2013]

 

Resposta: Muito disso que foi dito provou ser falso. O resto é claramente falacioso: quanto tempo “antes de 1980”? Talvez quando a polícia se tornou militarizada nos anos 1970 a política era reduzir a prioridade da violência doméstica. Mas esse definitivamente não era o caso no século 19 e na primeira metade do século 20. As “atitudes exercidas pela sociedade em geral” têm por toda a história dos EUA, sido firmemente hostis a homens que cometiam violência doméstica. Nunca existiu um único estatuto da “regra do polegar” nos livros.

 

Findlaw é de propriedade da Westlaw, a maior editor de direito do mundo. 

 

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Mais um exemplo:  


 “Apenas desde os anos 1970 o Sistema de justiça criminal começou a tratar a violência doméstica como um crime sério, e não uma questão privada de família”. Da entrada:: “Violência Doméstica” em encyclopedia.com. Provou-se que essa afirmação é falsa.

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Outras referências:

 

Elizabeth Pleck, “O Tronco de Açoitamento para Espancadores de Esposa 1876-1906”, em David Levine & Leslie Page Moch, eds., Essays on the Family and Historical Change, pp. 127 ff. (Texas A&M Press, 1983)

 

Sobre a farsa da “Regra do Polegar”: Christina Hoff Sommers, “The Rule of Thumb”  de Who Stole Feminism? – Quem Roubou o Feminismo? - (Simon & Schuster, New York 1994) (Trecho do Cap. "Mentiras Nobres" pp. 203-208)


Robert Sheaffer, ‘A Farsa da “Regra do Polegar para o Espancamento de Esposas"’


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VER POSTAGENS ADICIONAIS:

A  Intolerância do Século 19 Contra a Violência Doméstica
Tratamento da Violência Doméstica Contra as Mulheres Antes de 1960

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Alguns dos materiais desta postagem são referenciados em “Como o Feminismo Enganou a Sociedade, e outras Fábulas...” por Girl Writes What, Youtube

 

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[12,185-8/28/18; 14,410-3/9/21]
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Postagem Original em : 

http://unknownmisandry.blogspot.com/2011/10/societys-acceptance-of-domestic.html


Notas:

1 - O gato de nove caudas, comumente abreviado para gato, é um tipo de mangual multi-cauda que se originou como um instrumento para punições físicas severas, notadamente na Marinha Real e no Exército Britânico, e também como uma punição judicial na Grã-Bretanha e em alguns outros países.



 

 
 

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