O GOLPE DO CORAÇÃO PARTIDO E A RETÓRICA FEMINISTA EM 1869
TEXTO COMPLETO: O New York Times de vários dias atrás e
outros jornais desta cidade contém artigos sobre o modesto pedido judicial de
indenização por quebra de promessa de Amanda Craig, enquanto os relatórios de
encontros de Direitos das Mulheres nos dizem muito sobre o que é muito repetido
como sendo a “Degradação da Mulher”*. Existe, sem sombra de dúvida, bastante
degradação, e talvez não exista maior auto degradação das mulheres que esses processos
judicias vergonhosos e repugnantes de “indenização por coração partido”.
Nenhuma lei, exceto a lei inglesa e americana, admite tais processos. Um juiz inglês
moderno disse que esses processos são bem fundamentados. Uma garota que, sob a
promessa de casamento, perde outras oportunidades de formar família, têm
direito a indenização pela perda de tempo. São esses o tão alardeados
cavalheirismo, romance, civilização de nossos “tempos modernos”? Os doze homens
que concederam $100.000 (em valores atuais essa quantia equivale a $1.914.617,65
– N. do T.) à moça com um nome tão bonito devem ter considerado que o coração
dela valia muita coisa, mesmo depois que ela mostrou, ao processar o Sr.
Sprague, de que dimensões ele deve ter. Já é tempo de abolir totalmente, por
lei ou Constituições Estaduais, essa grosseria legal e essa barbárie anglicana.
Igualmente auto
degradantes são essas ações judiciais de indenização por sedução, que são
instituídas pela seduzida. A mulher se rebaixa nesses casos a um ser
simplesmente passivo, como se ela não tivesse nenhum autocontrole, no sentido
em que os velhos teólogos – Baxter ** e aqueles grandes escritores – traduziam
como autonomia.
E o homem
também, não rebaixa menos as mulheres pela quase impunidade que atribuem às
piores criminosas entre as mulheres. Nenhuma mulher prisioneira, não importa quão
diabólica ela é, deixa de ser perdoada, porque é tão difícil executar uma “frágil
mulher”! Como se o julgamento penal e a punição legal fossem um julgamento de
força! A impunidade estendida à mulher a priva de responsabilidade moral e a
rebaixa nesse ponto, ainda mais que o antigo escravo. Pois a escravidão, ainda
que cheia de contradições, exibia também essa flagrante inconsistência: embora
declarasse que o negro era uma coisa a ser vendida e comprada, ainda assim,
atribuía a ele responsabilidade moral e o tornava sujeito a julgamentos penais,
tais como eles eram, e a certeza de que sofreria as penalidades que lhe fossem
dispensadas.
A história, dos tempos mais
distantes, e as ocorrências diárias ao nosso redor, mostram que as mulheres
podem ser tão criminosas, tão diabólicas, tão inclinadas à injustiça, quanto os
homens, e toda essa conversa doentia sobre “a pobre e frágil criatura” quando
ela comete um crime é simplesmente a degradação dela, quando aqueles homens que
se pudessem perdoariam toda prisioneira mulher a declaram infinitamente
superior ao homem em termos de moralidade. Vamos deixar dessa hipocrisia; vamos
honrar a mulher como nossa igual, total e completamente, na moralidade, na
religião na responsabilidade e na imortalidade; vamos honrá-la verdadeiramente,
e para que possamos fazer isso, entre outras coisas, vamos essas ações
judiciais pedindo indenizações por quebra de promessa, e punir as mulheres
criminosas. O direito de ser considerada
responsável por suas escolhas e ações deve ser reivindicado pelas próprias
mulheres. – E. L.
* “Degradação da Mulher” –Uma
frase aparentemente popularizada em 1848 pela feminista quaker americana Lucretia
Coffin Mott (1793-1880): “O mundo nunca chegou a ver uma nação verdadeiramente
grande porque na degradação das mulheres, os próprios alicerces da vida são
envenenados em sua fonte. ”
** Baxter – Richard Baxter;
1615 – 1691; um teólogo puritano Americano que promovia a ideia de
responsabilidade individual.
http://unknownmisandry.blogspot.com/2015/01/the-heart-balm-racket-feminist-rhetoric.html
Feminismo Delenda Est!



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