O GOLPE DO CORAÇÃO PARTIDO E A RETÓRICA FEMINISTA EM 1869

Amanda Craig vs. Elisha P. Sprague/
O Golpe do Coração Partido em 1869 & a Retórica Feminista

Nota: Esta postagem é a mais uma tradução que fiz de uma postagem feita pelo "Historiador Gonzo" e ativista dos direitos dos homens conhecido como Robert St. Estephe em seu blogue extremamente recomendável chamado Unknown Gender History (Antigamente, Unknown History of Misandry). Recentemente solicitei diretamente a ele que me permitisse traduzir suas postagens, com a condição de creditá-lo e linkar as postagens originais. Desnecessário dizer que todas as opiniões expressas por ele (e por outros autores cujas obras eu venha a traduzir) não são necessariamente as mesmas que as minhas. Mas concordo com o teor geral da mensagem, por isso me prestei ao trabalho. Decidi também manter as imagens das postagens originais, com legendas caso isso seja necessário.
Nota 2: O intuito dessa postagem é mostrar que o caso recente de uma mulher da Zâmbia, África, que processou o namorado por não pedi-la em casamento mesmo depois de um longo tempo de namoro, costumava ser comum e estabelecido em lei, sendo usado por muitas mulheres inescrupulosas para aplicar golpes e ganharem indenizações polpudas . - SF.

TEXTO COMPLETO: O New York Times de vários dias atrás e outros jornais desta cidade contém artigos sobre o modesto pedido judicial de indenização por quebra de promessa de Amanda Craig, enquanto os relatórios de encontros de Direitos das Mulheres nos dizem muito sobre o que é muito repetido como sendo a “Degradação da Mulher”*. Existe, sem sombra de dúvida, bastante degradação, e talvez não exista maior auto degradação das mulheres que esses processos judicias vergonhosos e repugnantes de “indenização por coração partido”. Nenhuma lei, exceto a lei inglesa e americana, admite tais processos. Um juiz inglês moderno disse que esses processos são bem fundamentados. Uma garota que, sob a promessa de casamento, perde outras oportunidades de formar família, têm direito a indenização pela perda de tempo. São esses o tão alardeados cavalheirismo, romance, civilização de nossos “tempos modernos”? Os doze homens que concederam $100.000 (em valores atuais essa quantia equivale a $1.914.617,65 – N. do T.) à moça com um nome tão bonito devem ter considerado que o coração dela valia muita coisa, mesmo depois que ela mostrou, ao processar o Sr. Sprague, de que dimensões ele deve ter. Já é tempo de abolir totalmente, por lei ou Constituições Estaduais, essa grosseria legal e essa barbárie anglicana.

Igualmente auto degradantes são essas ações judiciais de indenização por sedução, que são instituídas pela seduzida. A mulher se rebaixa nesses casos a um ser simplesmente passivo, como se ela não tivesse nenhum autocontrole, no sentido em que os velhos teólogos – Baxter ** e aqueles grandes escritores – traduziam como autonomia.

E o homem também, não rebaixa menos as mulheres pela quase impunidade que atribuem às piores criminosas entre as mulheres. Nenhuma mulher prisioneira, não importa quão diabólica ela é, deixa de ser perdoada, porque é tão difícil executar uma “frágil mulher”! Como se o julgamento penal e a punição legal fossem um julgamento de força! A impunidade estendida à mulher a priva de responsabilidade moral e a rebaixa nesse ponto, ainda mais que o antigo escravo. Pois a escravidão, ainda que cheia de contradições, exibia também essa flagrante inconsistência: embora declarasse que o negro era uma coisa a ser vendida e comprada, ainda assim, atribuía a ele responsabilidade moral e o tornava sujeito a julgamentos penais, tais como eles eram, e a certeza de que sofreria as penalidades que lhe fossem dispensadas.

A história, dos tempos mais distantes, e as ocorrências diárias ao nosso redor, mostram que as mulheres podem ser tão criminosas, tão diabólicas, tão inclinadas à injustiça, quanto os homens, e toda essa conversa doentia sobre “a pobre e frágil criatura” quando ela comete um crime é simplesmente a degradação dela, quando aqueles homens que se pudessem perdoariam toda prisioneira mulher a declaram infinitamente superior ao homem em termos de moralidade. Vamos deixar dessa hipocrisia; vamos honrar a mulher como nossa igual, total e completamente, na moralidade, na religião na responsabilidade e na imortalidade; vamos honrá-la verdadeiramente, e para que possamos fazer isso, entre outras coisas, vamos essas ações judiciais pedindo indenizações por quebra de promessa, e punir as mulheres criminosas.  O direito de ser considerada responsável por suas escolhas e ações deve ser reivindicado pelas próprias mulheres. – E. L.

* “Degradação da Mulher” –Uma frase aparentemente popularizada em 1848 pela feminista quaker americana Lucretia Coffin Mott (1793-1880): “O mundo nunca chegou a ver uma nação verdadeiramente grande porque na degradação das mulheres, os próprios alicerces da vida são envenenados em sua fonte. ”

** Baxter – Richard Baxter; 1615 – 1691; um teólogo puritano Americano que promovia a ideia de responsabilidade individual.

Link para o artigo original:


http://unknownmisandry.blogspot.com/2015/01/the-heart-balm-racket-feminist-rhetoric.html

     

Feminismo Delenda Est!




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