Todo Dia é Dia dos Homens



O público em geral e as feministas em especial, na ocasião do dia dos homens (seja ele o nacional, hoje, ou o internacional, no dia 19 de novembro) às vezes respondem dizendo que os homens não precisam de um dia especial para eles celebrarem a masculinidade ou tratar das questões que os afetam exclusiva ou majoritariamente, pois “todo dia é dia do homem”.

De fato. Todos os dias, nossos meninos são bombardeados com mensagens da mídia, que retratam os homens apenas como seres virtuosos, com valores elevados, ao contrário das mulheres, que são retratadas como umas figuras abobalhadas que simplesmente não conseguem funcionar direito sem o auxílio de seus superiores intelectuais.



Não apenas isso, mas as mídias também começaram a substituir as heroínas clássicas de filmes, quadrinhos e videogames com versões masculinas, pois afinal de contas é absolutamente necessário que personagens fictícios incorporem valores universais sejam cópias xerocadas de todos que possivelmente venham a ser o seu público alvo. Exceto no caso das meninas e mulheres. Pois quem foi que disse que as meninas não podem aprender com personagens homens e meninos, se os valores que eles transmitem são universais?



Todos os dias, também, as notícias sobre violência cometida contra os homens recebem toda a publicidade possível, enquanto a violência contra as mulheres é relegada ao esquecimento, especialmente se quem as agrediu foram homens. Nos casos de grandes tragédias que vitimam vastas quantidades de pessoas, os noticiários fazem questão de explicitar a quantidade de homens e crianças mortos. Apenas se subentende que o restante das vítimas eram mulheres, mas no final das contas, quem liga para elas?

Falando em violência, a violência contra os homens é levada muito mais a sério que a violência contra as mulheres. Isso fica evidente ao nos lembrarmos de que existe uma Delegacia específica para eles, que os atende exclusivamente nos problemas que costumam lhes afetar de maneira recorrente. Criminosas violentas são geralmente sentenciadas a períodos muito maiores que suas contrapartes masculinas, e os prisioneiros homens são tratados, de maneira geral, bem melhor que elas. Eles podem inclusive ser liberados da prisão pelo simples fato de serem pais, para que cuidem de seus filhos pequenos, mesmo que o crime, pasmem, seja de negligência infantil!

Isso sem falar que quando um homem resolve denunciar algum tipo de violência contra ele, especialmente se essa violência for de natureza sexual ou doméstica, todo mundo automaticamente acredita nele. Por que razão, afinal de contas, ele mentiria? Existem hotlines à disposição deles caso a violência de que foram vítimas os afete psicologicamente, e pululam abrigos, geralmente bancados por verbas públicas, que embora na teoria sejam para ambos os sexos, atendem exclusivamente os homens vítimas de violência, e seus filhos e filhas.

E se, vejam só a temeridade, uma mulher resolver, por algum motivo qualquer (vingança; esconder um namoro, relação extraconjugal ou gravidez; conseguir a guarda unilateral dos filhos, etc.) acusar falsamente um homem de crimes de violência doméstica ou de natureza sexual, como estupro e pedofilia, as pessoas aguardam todo o processo legal antes de considerá-lo culpado ou inocente. A mulher acusada, em contrapartida, é considerada imediatamente como mentirosa pela sua família, amigos, polícia, mídia. O nome dela fica manchado, para todo o sempre, e ela quase sempre perde o emprego (e tem dificuldades imensas em conseguir um novo). Infelizmente, o nome dela é noticiado pelos quatro cantos, usando de todas as plataformas possíveis. O homem acusado, porém, quase invariavelmente tem a identidade protegida, mesmo que depois a sua culpa seja confirmada.

Os homens também possuem um dispositivo que se popularizou como sendo o “pintocard”. Graças ao pintocard, por exemplo, um homem que abuse de uma criança por vezes escapa com punições bastante leves, ou fica sem punição alguma. Se o fato sequer viesse a ser noticiado, a mídia usaria de termos mais “titilantes” para descrever a relação entre o homem e a criança, como por exemplo: “Professor que seduziu aluna menor de idade é solto sob a condição de que diga que sente muito”. O judiciário e a mídia, vejam bem, são nitidamente enviesados em favor dos homens, qualquer que seja o crime. Uma mulher, no mesmo caso, além de estar imediatamente em risco de ser estuprada na cadeia, receberia todo o rigor da lei.

Todos os dias, também, uma nova lei ampliando os privilégios masculinos é aprovada, geralmente depois de ter sido promovida ad nauseam pelo Ministério do Homem, da Família e dos Direitos Humanos (notaram como a mulher foi literalmente apagada da nomenclatura? Pois é). Esses dias, por exemplo, aprovaram uma emenda à Lei Mário Pinheiro (que recebeu esse nome graças a um valente sobrevivente masculino de violência doméstica) que estabelece a prisão de toda mulher num raio de 500 quilômetros de uma residência em que um homem alegue que sofreu violência doméstica, por não terem denunciado antes o comportamento agressivo da companheira dele. Também podem ser presas aquelas mulheres que se olvidem de defender fisicamente (mesmo ao custo de suas próprias vidas) homens que estejam sendo agredidos por suas parceiras e que estejam ao alcance da altercação para poder intervir. É um dispositivo presente na Constituição ou no Código Penal, dizem. Algo como “omissão de socorro” (engraçado que, quando é uma mulher que precisa de socorro, ninguém espera que um homem vá arriscar a sua integridade física tentando interpelar um agressor possivelmente armado).

Claro que eu poderia listar muitas outras evidências de que todo dia é dia do homem (a mutilação genital masculina é proibida, enquanto a feminina é praticada regularmente sob o pretexto de “liberdade religiosa”, ou pasmem, “higiene”; apenas mulheres são obrigadas a se alistarem nas forças armadas e em caso de conflito armado, apenas elas são obrigadas a entrarem em combate; os homens se aposentam mais cedo, e têm uma expectativa de vida bem maior que a das mulheres; ninguém leva muito a sério o câncer de mama, mas abundam propagandas de campanhas contra o câncer de próstata e o câncer testicular; etc, etc. e etc.), mas vou finalizar com aquele que talvez seja o mais óbvio:

Chaldir Gracindo, Coach Líder do
MDH Brasil, cotado  para a posição
de Governador Supremo
do Mundo Todo

O Movimento pelos Direitos dos Homens (MDH) é o movimento por direitos humanos mais bem-sucedido da história, tendo sido capaz de se infiltrar em todos os aspectos da vida cotidiana, no governo, na mídia, nas escolas e universidades. Cientes do valor que tem o voto masculino, os governos simplesmente “abrem as pernas” a qualquer que seja a demanda proposta por esses ativistas (ADH’s), bastando que eles afirmem (evidência alguma se faz necessária) que determinada coisa “afeta negativamente os homens”. Basicamente tudo o que expus nos parágrafos anteriores foi o resultado de décadas da doutrinação multilateral que esses ADH’s impuseram à sociedade. Mesmo com toda a evidência em contrário, vejam só, esses ativistas continuam a afirmar que a sociedade os negligencia, e que um dia nacional (e um internacional também!) dos homens é absolutamente necessário, pois afinal de contas,  nesse nosso matriarcado, os homens e as questões que os afetam simplesmente não são levados a sério.

Ok, falando sério agora. A menos que todo o descrito nas linhas que precederam esta seja verdade, não, todo fkin’ dia não é o fkin’ dia dos homens. 

PS: Feliz dia Dos Homens, Homens!

Feminismo delenda est!


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