A PALAVRA MISANDRIA – SUAS ORIGENS

Origens da Palavra/18 de setenbro de 1951/Misandry/Aversão ou Desprezo do Homem pela Mulher/Notas Lexicográficas sobre a Palavra "Misandria" e Suas Variantes.

Nota: Esta postagem é a mais uma tradução que fiz de uma postagem feita pelo "Historiador Gonzo" e ativista dos direitos dos homens conhecido como Robert St. Estephe em seu blogue extremamente recomendável chamado Unknown Gender History (Antigamente, Unknown History of Misandry). Há algum tempo solicitei diretamente a ele que me permitisse traduzir suas postagens, com a condição de creditá-lo e linkar as postagens originais, e ele concordou com essas condições. Desnecessário dizer que todas as opiniões expressas por ele (e por outros autores cujas obras eu venha a traduzir) não são necessariamente as mesmas que as minhas. Mas concordo com o teor geral da mensagem, por isso me prestei ao trabalho. Decidi também manter as imagens das postagens originais, com legendas caso isso seja necessário. OBS: Todas os links são para artigos em inglês. 


Aqui estão algumas notas sobre a história da palavra misandry - misandria e suas variantes, misandrist (misandrista), misandrous (misandrístico) e misandric (misândrico). Existe bastante confusão quanto à origem e primeira aparição da palavra.

Usos recentemente descobertos dessas palavras no século dezenove – detalhados abaixo – vão ajudar a esclarecer a confusão que ocorre nas discussões online acerca do assunto.

Cada uma dessas datas de primeira aparição de que se tem notícia será atualizada conforme a pesquisa continua.

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SUMÁRIO das primeiras aparições (de que se tem conhecimento, até 7 de fevereiro de 2012), incluídas nas notas abaixo:

Misandric (Inglês) – 1898

Misandrie (Alemão) – 1803

Misandry (Inglês) – 1878

Misandrist (Inglês) – 1871

Misandrous (Inglês) –1871

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Notem nas referências listadas abaixo que “misandria” é empregada com referência à ideologia feminista em casos conhecidos datados de 1888 (referindo-se a Susan B. Anthony) e em 1938, com referência a “ideias feministas”. Também, “misandria” está incluída em um dicionário de psicologia em 1930, que oferece uma opinião diagnóstica.

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Ø  EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

 

1803 – Misandrie – [Johann Georg Krünitz, Freiederich Jakob Floerken, Heinrich Gustav Flörke, Oekonomische encyklopädie, oder Allgemeines system der staats - Enciclopédia Econômica, ou Sistema Geral do Estado - ..., Volume 91, Berlim, 1803, 461]; outros dicionários alemães com a palavra “misandrie”: 1825, 1826, 1826, 1829, 1835, 1836, 1838, 1840, 1842, 1846, 1847, 1853, 1873, 1877, 1880, 1890, 1896, 1898, 1906, 1907 & outros (cada um deles disponível no google books).

 

1866 – Misandrie – dicionário tcheco definindo uma palavra alemã usada pelos tchecos. [František Ladislav Rieger, Jakub Josef Dominik Malý, Slovník naučný – Dicionário educacional: Volume 5; Nakladatel: L. L. Kober pub., 1866, p. 366; no google books]

 

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Ø  LÍNGUA INGLESA

 

1871 – misandrous – “Em muitos dos cefalópodes já mencionados, os únicos espécimes já capturados pertenciam ao sexo feminino, e pareciam passar, como as antigas Amazonas, por uma experiência que poderia ser considerada como uma vida misandrística”. [John George Wood, The illustrated natural history, Reptiles, Fishes, Molluscs, &c. – A história natural ilustrada, Répteis, Peixes, Moluscos e etc. - Volume 3, London: George Routledge & Sons, 1871, p. 365].

 

1871 – misandrist – “Nós não podemos, de fato, chamá-la de misandrista absoluta, já que ela admite completamente a possibilidade, na maioria dos casos, da recuperação dos homens de seu estado naturalmente cruel e egoísta, ainda que ao custo de muitos problemas e tristeza de espírito às mulheres, então não está bem claro se ela não considera a existência deles como na melhor das hipóteses um mal mitigado”. [Da resenha do romance “Blanche Seymour” (anônimo), The Spectator, London, 1º de abril de 1871, p. 359].

 

1878 – misandry – entrada de dicionário sobre o prefixo; “MIS, MISO. – 1 (Gr. fitaelv, odiar;) em um número de composições, como misagathy, ódio ao que é bom;...” [Charles P. Krauth, A vocabulary of the philosophical sciences – Um vocabulário das ciências filosóficas - Sheldon & Company, New York, 1878, p. 770].

 

1885- misandry – “Ela não podia explicar isso, e era uma fonte crescente de amargura, de misoginia e também de misandria”. [“A Fissura da Perdição” Blackwood’s Edinburgh Magazine, Edinburgh, Scotland & London, England, Volume 138, julho – dezembro de 1885, p. 289].

 

1888 – misandry – “… nem devo falar de filantropia, ou de filandria, e muito menos de seus opostos, misantropia, misoginia, misandria, pelo que o sinônimo do último desses termos a Srta. Anthony é bastante conhecida por usar”. [De: Comunicado do 15º jantar, em 26 de abril de 1888, do Clube Seis Horas (reportando um discurso atribuído a ela no 14º jantar em 24 de maio de 1888); texto republicado em: Frank Lester Ward, Glimpses of the Cosmos – Vislumbres do Cosmo - Vol. IV, G. Putnam’s Sons, New York, 1915, p. 128].

 

1888 – misandry – “...um pouco de misandria de uma odiadora de homens constituinte...”. Considerando a fonte – a União Feminina da Temperança Cristã – é razoável supor que o autor empregando esse uso antigo da palavra era uma mulher.  [“Notas da U.F.T.C. – Pela U.F.T.C. Local”, do Christian Standard (Cincinnati, Oh.), The New Era (Humeston (Io.), 16 de maio de 1888, p. 8].

 

1898 – misandric – “Tal criatura – as antípodas das outras, o tipo assexual e misândrico de ‘nova mulher’ – ainda não conseguiu harmonizar sua feminilidade essencial com suas reivindicações de liberdade”. [da longa resenha em forma de livro do romance de Ethel Colburn Mayne, The Clearer Vision – A Visão Mais Clara; “Novels and Novelists; ‘The Clearer Vision,’ – Romances e Romancistas: ‘A Visão Mais Clara’”, The Echo (London, England), 16 de novembro de 1898, p. 1].

 

1898 – misandry – Essa data aparece no site de internet Grammarphobia como a data do primeiro uso de “misandria”, porém citação nenhuma é fornecida: “’Misandria’, definida como ‘o ódio dos homens; ódio dos homens como um sexo’, foi registrada pela primeira vez em 1898”. [Patricia T. O’Conner & Stewart Kellerman, Grammarphobia.com, 29 de maio de 2010].

 

1909 – misandry – “cerca de 1909” é a data oferecida pelo Miriam-Webster Dictionary atual como a da primeira aparição de “misandria”, mas nenhuma citação é oferecida.

 

1912 – misandry – “A misandria ocasionalmente tem sua utilidade”. Um artigo curto, amplamente distribuído, apareceu nos jornais dos EUA, intitulado “A Biblioteca de uma Odiadora de Homens” [um caso é datado de 8 de maio de 1912].

 

1914 – misandry – no dicionário Century Dictionary and Cyclopedia – Dicionário e Enciclopédia do Século - (New York, 1914).

 

1922 – misandry, misandrous – “O termo conhecido para a aversão ao matrimônio é “misandria”, e as mulheres realmente misandrísticas são extremamente raras”. O autor anônimo é uma mulher. [“Are Spinsters Happy?” – As Solteironas são Felizes? - The Queenslander (Brisbane, Qld., Australia) 28 de janeiro de 1922, p. 6].

 

1928 – misandry – “A acusação geral dela contra a sociedade é livre da perversão da misandria, que distorce os mais inquietantes dos argumentos feministas modernos (“Misandria” não está no Novo Dicionário da Língua Inglesa, mas se ele não existia antes, ...” [Harper’s magazine: Volume 157, 1928 (a localização precisa da citação ainda precisa ser determinada, de uma busca no google books search, leitura de um trecho)].

 

1930 – misandrist – “Os traços de caráter dos misógamos, misóginos e misândricas são em grande parte o resultado de fatores ambientais, em vez de serem hereditários”. [The University of Iowa studies in psychology – Estudos da Universidade de Iowa em psicologia: Volume 40, Edição 1, p. 172].

 

1946 – misandry – [James Smith, “Much Ado About Nothing” – Muito Barulho por Nada - Scrutiny Quarterly, No. 4, primavera de 1946] referenciada como o caso mais antigo conhecido: Oxford English Dictionary: A Supplement – Dicionário Oxford de Inglês: Um Suplemento - Vol. II  (H-N); publ. 1976]; uma referência de 1999 reference a esse caso: “Mas sempre existiram mulheres que desprezavam os homens. Por que, então, não foi até 1946 que uma palavra equivalente para a hostilidade contra os homens apareceu? E por que, uma vez que a palavra misandria surgiu (em “Scrutiny”, um periódico britânico de críticas literárias, descontinuado), ela afundou rapidamente até o quase esquecimento?” [Ellin Schoen Brockman, “In The Battle Of The Sexes, This Word Is A Weapon” – Na Batalha dos Sexos, a Palavra é uma Arma” - The New York Times, A Semana em Revisão, 25 de julho de 1999]. Um website chamado Cha Cha lista 1656 como o uso mais antigo de “misandria”, uma leitura equivocada do artigo de Brockman, que oferece essa data como a origem de “misoginia”.

 

1951 – misandry – Cartum de uma série distribuída em jornal, “Word-A-Day” – Uma Palavra por Dia, por Mickey Bach, aparentemente. [distribuído pela Field Enterprises inc., 18 de janeiro de 1951; apareceu no Syracuse Herald-Journal (N.Y.), p. 30; Chester Times (Pa.), p. 15].

 

1952 – misandrist – “’Misandrista’ aparece como um substantivo e adjetivo em 1952”; Merriam-Webster’s Collegiate Dictionary (11ª ed.).

 

1952 – misandrist – De uma coluna de perguntas e respostas de um jornal: “P. Um misantropo é um odiador de HOMENS em específico? J.G.M. – A palavra pode ser usada nesse sentido, mas seu significado mais comum é de odiador da humanidade. Existe outra palavra mais específica, misandrista, que significa um odiador de seres humanos homens”. [Haskin, “Perguntas, Respostas”, Long Beach Press-Telegram (Ca.), 29 de outubro de 1952, p. A-19].

 

1954 – misandry – O Dr. Jacob E. Schmidt, lexicógrafo famoso, observa que “A palavra sobre a qual mais lhe perguntam vem de mulheres que querem um termo para ‘alguém que odeia os homens’. É misandria”. [“Just Call Him Lexidoc, He’s A Doctor Of Words” – Simplesmente chame-o de Lexidoc, Ele é um Doutor das Palavras” – distribuído  por (AP), Mt. Vernon Register-News (Il.), 26 de maio de 1954, p. 9].

 

1956 – misandry – “Sendo que o termo correspondente, misandria, nem mesmo existe”. (Frank Laurence Lucas, Greek poetry for everyman – Poesia grega para o homem comum, 1956).

 

1962 – misandry – Críticos literários estavam usando a palavra no mínimo desde 1962. Aqui estão dois casos: “Assim me parece com a misandria de Sylvia Plath. Por um lado, nenhum homem vivo poderia estar à altura do colosso que transpôs o mundo de fantasia dela...” [Nancy Hunter Steiner, A closer look at Ariel: a memory of Sylvia Plath – Um olhar mais atento a Ariel: uma memória de Sylvia Plath - 1962, p. 17]‎; “Disso nós poderíamos ter naturalizado ‘misandria’ tão facilmente quanto ‘misoginia’. Mas não naturalizamos. Nem, até onde eu sei, o fez qualquer outra linguagem europeia moderna”. [Frank Laurence Lucas, The drama of Ibsen and Strindberg – O drama de Ibsen e Strindberg - 1828-1906, 1962, p. 327].

 

1972 – misandry – Nessa data avançada, a palavra ainda era incomum o suficiente para permitir que escritores imaginassem que, quando a usavam, tinham sido seus inventores: “A misoginia extrema de um Schopenhauer, a misandria extrema (eu tive de inventor uma palavra nova, o que certamente é um fato notável) de Valerie Solanas, ...” [Don Cupitt, Crisis of moral authority – Crise de autoridade moral - 1972, p. 63].

 

1972 – misandry – “A Nova Misandria”, título de um artigo feminista [Joanna Russ, “The New Misandry,” The Village Voice (New York, N.Y.), 12 de outubro de 1972, p. 5].

 

1976 – misandry – no dicionário [Oxford English Dictionary: A Supplement, Vol. II  (H-N); publ. 1976; é referenciado como o caso mais antigo conhecido: James Smith, “Much Ado About NothingScrutiny Quarterly, No. 4, primavera de 1946].

 

1976 – misandry – “Então em inglês a misandria é o parceiro pouco conhecido da misoginia”; [Casey Miller & Kate Swift, Words and Women – As Palavras e as Mulheres - 1976].

 

1983 – misandry – “Diferente de misoginia, a palavra misandria não aparece no OED. Mas se continuarmos a ter peças como Masterpieces – Obras-primas, de Sarah Daniels, então claramente um lugar deve ser encontrado no próximo suplemento”. [Francis King, Sunday Telegraph, outubro de 1983].

 

1997 – Um novo mito. A afirmação confusa e autocontraditória, que ao ignorar o descritor “a maioria” – se tornou, em 2011, uma fonte para o mito (repetido na Wikipédia) que a palavra “misandria” é de origem recente: “É notável que embora uma palavra para o ódio exista – misandria – ela não foi incluída na maioria dos dicionários até muito recentemente. O mais próximo que a língua inglesa chega do ódio aos homens é misantropia, que na realidade se refere ao ódio às pessoas em geral. Mais uma vez, a cultura patriarcal identifica os homens como o padrão da humanidade enquanto as mulheres são marginalizadas como um ‘outro’ que merece ser odiado”. [Allan G. Johnson, Gender Knot: Unraveling Our Patriarchal Legacy – O Nó de Gênero: Desvendando Nosso Legado Patriarcal - Temple University Press, 1997, p. 267, nota 36 do Cap. 3].

 

2006 – misandry; ,misandric; misandrist – Um novo mito: “A palavra e suas variações (misândrico, misandrista, et. al) foram usadas pela primeira vez pelos mais militantes entre os antifeministas, onde até mesmo os mais publicados e profissionais permaneceram exceções na sociedade masculina”. (Richard Leader,Misandry: From the Dictionary of Fools” – Misandria: Do Dicionário dos Tolos – 15 de outubro de 2006, website, Adonis Mirror).

 

2009 – Absorvendo o mito inventado em outubro de 2006 por Adonis Mirror: “Sinto muito, Antifeministas: Não Existe esse Negócio de Misandria; essa é uma palavra moderna, inventada, que faz vocês parecerem estúpidos. E é misógina pra c@r@lho. Então parem de usá-la”. O autor cita Adonis Mirror. [Postado por FM, “Sorry, Anti-Feminists: There’s No Such Thing as Misandry” – Sinto muito, Antifeministas: Não Existe esse Negócio de Misandria”, do website femonade, 30 de agosto de 2009].

 

2010 – misandry – Mais erros e especulação: O autor de um verbete em uma enciclopédia de psicologia erroneamente toma a data de 1656 para a aparição mais antiga de “Misoginia” do Dicionário Oxford de Inglês e a associa com “misandria”. Mais adiante, ele afirma que foi no “início do século vinte que o termo entrou para o uso comum, provavelmente em resposta ao uso crescente de seu oposto, misoginia...” [Daniel A. R. Schlorff, verbete de enciclopédia sobre “Misandria” em Sex and Society – Sexo e Sociedade, 2010, Tarreytown, N.Y., p. 540].

 

2011 – Wikipédia; em 31 de julho de 2011, a afirmação foi acrescentada: “Johnson nota que a palavra misandria não apareceu nos dicionários até recentemente, ...”. Mas na fonte (Allan G., Johnson, The Gender Knot: Unraveling Our Patriarchal Legacy, Temple University Press, 2ª ed. 2005 (primeira ed. 1997; na p. 267 (nota 36 ao Cap. 3) em vez da página citada, 107) está escrito “na maioria dos dicionários”.

 

2011 – “Agora eu já li um pouco mais sobre o assunto, a saber esse artigo em Adonis Mirror que fala sobre a etimologia de misoginia, misandria e misantropia. ... a misandria foi inventada por antifeministas...” [“Misandry as a myth (an addendum)” – A Misandria como um mito (um adendo - The World Is Watching, um blogue por Soph, 23 de julho de 2011].

 

2011 – Em 5 de dezembro de 2011, a página inteira para “Misandria” na Wikipédia foi deletada por um colaborador, pela seguinte razão: “Não existe esse negócio de misandria. Fazer uma página sobre isso é misoginia, e contra as diretrizes da Wikipédia”. Logo depois ela foi restaurada.

 

2012 – Em 6 de janeiro de 2012, na página “Misandria”, a frase se referindo à misandria como “uma palavra recentemente cunhada” foi acrescentada.

 

2012 – O mito de que a palavra misandria foi ao mesmo tempo a) recentemente inventada e b) criada por partidários dos direitos dos homens é repetida no website Urban Dictionary: “misandria – um termo criado por um grupo de homens brancos e heterossexuais que habitualmente confundem seu “cérebro” com seu ânus. ...” [visualizado em 7 de fevereiro de 2012; as classificações são: “positivas” – 26.259; “negativas” – 718]. 


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Miss. Andry Ataca de Novo!/B1: É uma palavra moderna e inventada, que faz você parecer estúpida. E é misógina pra c@r@lho. Então pare de usá-la. B2: Mas as mulheres vêm usando ela desde o século dezenove!!!

Textos Completos de exemplos notórios são dados a seguir:

 

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Uso antigo da palavra "misandria"/16 de maio de 1888./... um pouco de misandria da odiadora de homens constituinte.../em um artigo republicado do Christian Standard

Nota: W.C.T.U.: Sigla em inglês para a União Feminina da Temperança Cristã.

 

TEXTO COMPLETO: Houve um grande encontro de mulheres devotas de muitas nações civilizadas em Washington – o primeiro Conselho Mundial das Mulheres. Elas discutiram muitas questões de importância vital para a sociedade, além da mais proeminente, do sufrágio feminino. Apesar da tendência manifestada da imprensa de ignorá-lo, ou tratá-lo com arrogância ou gracejos, ele atraiu atenção universal, e vai afetar profundamente o pensamento e sentimento da Cristandade – mais ainda, talvez, que as líderes do movimento imaginam. Ainda que alguns de nossos estadistas parrudos da Capital alegremente colocariam freios em cada uma delas, as declarações e objetivos dessas mulheres demonstram alta inteligência social, como uma clara visão de sinal dos tempos, com interesse iluminado em questões públicas, e tanto senso prático, coragem e convicção que qualquer grupo de homens que se reuniu em nossa época; ainda que em matéria puramente de moralidade – o constante apelo do poder em oposição a ter o direito, de políticas a princípios, nenhuma reunião de homens jamais se igualou a este Conselho.

 

Se surgiu um pouco de hobby de um aficionado de Hobbyville; um pouco de misandria da odiadora de homens constituinte; uma noção idiota de tornar os homens e mulheres iguais ao torná-los algo além de homens e mulheres; ou mesmo um gostinho maculado do espírito da anarquia que destruiria a instituição doméstica em nome da liberdade, foi apenas a camada de sujidade sobre um grande caldeirão fervente no qual elementos misturados, os “temperos principais” do óleo de unguento sagrado”, são combinados e se purificam contra a unção da humanidade para o seu verdadeiro sacerdócio a Deus. Se nossos legisladores não enxergaram muito que os interessaram nesse grande Conselho de mulheres, nós não nos surpreenderíamos quando lembrássemos que os únicos seres humanos entre nós que receberam “os agradecimentos do Congresso” são quatro guerreiros. Nenhum outro na opinião deles (tão bárbaros ainda somos) merecia uma expressão da gratidão da nação – ainda assim Clara Barton está conosco há algum tempo.

 

Existe uma “evidência do fracasso da Proibição[1]”, sobre a qual os defensores do Licenciamento Maior e da “Restrição” não fizeram muito alarido. Em uma porção de Iowa, incluindo uma grande maioria de todos os condados do estado, onde havia 3.000 tabernas quando a lei de Proibição veio a ter efeito (como os Restricionistas diriam), ainda existem vinte e quatro tabernas em funcionamento. Toda a turma dos Restricionistas vem alardeando o fato que, supostamente, o Licenciamento Maior fechou umas poucas tabernas excedentes na Filadélfia, mas eles não acham nada para se alardear acerca dos 2.976 de 3.000 que foram abolidos na Cidade. Surpreendente! – Christian Standard.

[“W. C. T. U. Notes. - By The Local W. C. T U” – Notas da W.C.T.U. – Pela W.C.T.U. local – do Christian Standard (Cincinnati, Oh.), The New Era (Humeston (Io.), 16 de maio de 1888, p. 8].

 

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8 de maio de 1912/Biblioteca da Odiadora de Homens/A misandria ocasionalmente tem sua utilidade. Uma dama russa, Mme. Kaissavow, que morreu dez anos atrás em São Petersburgo, não permitia que qualquer livro escrito por um homem entrasse em sua casa...

 ~ A Biblioteca da Odiadora de Homens. ~

 

TEXTO COMPLETO: A misandria ocasionalmente tem sua utilidade. Uma dama russa, Mme. Kaissavow, que morreu dez anos atrás em São Petersburgo, não permitia que qualquer livro escrito por um homem entrasse em sua casa. Ela era, porém, uma leitura voraz, e era rica o suficiente para satisfazer seus desejos nessa direção. Após sua morte, descobriu-se que a biblioteca dela continha aproximadamente 18.000 volumes – todos escritos por mulheres. Foi dito na época que essa era a coleção mais extensa desse tipo já formada.

 

[“Man Hater's Library” – Biblioteca da Odiadora de Homens - The Oelwein Daily Register (Io.), 8 de maio de 1912, p. 3].


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28 de janeiro de 1922./As Solteironas São Felizes?/Exemplos das palavras "misandria" e "misandrístico"

TEXTO COMPLETO: Noventa e nove mulheres em cada centena de solteiras queriam estar casadas. Qual é a proporção, dessas solteironas, de mulheres perfeitamente francas que confessaria esse desejo? (pergunta um escritor em um jornal britânico bastante conhecido). Eu questionei um grande número de mulheres solteiras sobre a questão, mas apenas cerca de 50 por cento admitiram que elas queriam mudar seu estado de “bendita solteirice”. Agora, eu estou convencido de que ao menos quarenta e nove dessas cinquenta ocultam um anseio bastante são e perfeitamente natural. Por quê? Os homens continuamente nos lembram de que as mulheres são mentirosas. De um modo geral nós temos tanto respeito pela honestidade na falta quanto a maioria dos homens. Mas com relação às nossas emoções mais profundas nós temos o hábito de enganar a nós mesmas e aos outros.

 

A mulher que ousa fazer a confissão: “Eu estou ardentemente apaixonada”, é quase fenomenal e singular. Isso sinceramente só engana pessoas muito inexperientes e ingênuas de ambos os sexos. O protesto de indiferença ao amor e ao casamento é ao mesmo tempo patético e absurdo, porque ele mascara um de nossos desejos mais fortes e persistentes.

 

Eu posso entender a atitude de uma jovem garota em sua adolescência que “acha que a vida é uma aventura divertida, cheia de animação, e não sentiu o misterioso encanto do amor, quando ela faz um discurso sobre as alegrias de ter “o coração livre e fazer o que quiser”. Mas eu nego que a mulher solteira média em idade madura, e especialmente depois dos 30, deseja passar o restante de sua vida útil em celibato. Eu antecipo as réplicas costumeiras: “Eu estou perfeitamente contente com o meu trabalho”, e “Eu quero devotar toda a minha energia para a minha arte”. Qualquer dessas alegações já foram sinceras? Eu duvido. Não existem tantas mulheres excêntricas quanto nós mulheres tentamos acreditar. E, sinceramente, eu insisto que a mulher que prefere ser uma solteirona é anormal.

 

Eu não consigo ver qualquer ganho nessa pretensão de que a vida solteira é imensamente preferível ao casamento. Por que tantas mulheres cultivam essa afetação? O termo conhecido para a aversão ao matrimônio é “misandria”, e as mulheres realmente misandrísticas são extremamente raras. Qual é o motivo que impele tantas do meu sexo a fingir hostilidade ao amor e à conjugalidade, e posar como anormalidades? Minha própria teoria é que nós britânicos somos uma raça de sentimentalistas reprimidos. Nós somos muito suscetíveis à “terna paixão”, mas ficamos infantilmente envergonhados desse fato. Nós consideramos o amor como uma fraqueza, ou um tipo de doença, e sendo pessoas muito robustas, nós recuamos diante de uma calúnia de fraqueza ou doença mental.

 

[“Are Spinsters Happy?” – As Solteironas são Felizes? - The Queenslander (Brisbane, Qld., Australia) 28 de janeiro de 1922, p. 6].

 

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18 de setembro de 1951/Uma Palavra Por Dia/Por BACH/Misandria/Aversão ou Desprezo do Homem pela Mulher/B: Ela jurou que nunca mais ia ter que olhar nos olhos de um homem


O primeiro quadrinho é igual à figura anterior/Q2: Estátua: Homem - A Criatura Mais Inteligente do Mundo. B: Bobagem! Q3: B: Fifi compartilha de minhas opiniões sobre os homens


Simplesmente chame-o de Lexidoc, Ele é um Doutor em Palavras/26 de Maio de 1954/A palavra sobre a qual mais lhe perguntam vem de mulheres que querem um termo para ‘alguém que odeia os homens’. “É misandria”.

TEXTO COMPLETO: Louisville, Ky. – Certa época havia um assessor de imprensa que queria saber de um termo em especial para descrever os atrativos óbvios de uma cliente, uma personalidade da televisão. Ele tentou buscar em vão pela palavra até que sua necessidade chamou a atenção do Dr. Jacob E. Schmidt, que prontamente cunhou um termo – ‘calicópia”. Isso significa ter peitos grandes e esculturais.

 

Deliciado, o assessor de imprensa pagou mais de $275 para o Dr. Schmidt, um solteirão de 47 anos que disse: “Eu não sei se eu sou um doutor ou um lexicógrafo, ou os dois. É como decidir quem você ama mais – a sua mãe ou o seu pai”.

 

Ele escreve uma coluna periódica sobre palavras, e artigos para revistas. Ele ajudou a revisar um texto de eletrônica. Ele também é um artista talentoso, que ganhou medalhas por excelência escolar. E ele testou todas as substâncias inorgânicas na Farmacopeia dos Estados Unidos, o teste de drogas padrão.

 

Seu hobby pelos últimos 30 anos tem sido seu “Dicionário ao Contrário”. Diversos armários de metal estão cheios de fichas de registro nas quais ele fez cerca de 180.000 referências cruzadas de significados para 65.000 palavras reconhecidas.

 

Isso vai se tornar um livro de 640 páginas no ano que vem. Funciona desse jeito:

 

Suponha que você precise de uma palavra para descrever um pensamento, digamos, “pessoa que odeia mulheres”. No livro vindouro, você lista as palavras-chave em sua ideia – pessoa, ódio ou mulheres. Sob ao menos uma delas, você vai encontrar a palavra exata que lhe escapou – misógino. A categoria começando com “uma pessoa que...” possui 2.000 verbetes.

 

“Eu não acho que vai ser um campeão de vendas”, ele disse. Lembrando, ele disse “desde que me lembro, quando eu ouço uma palavra adequada ser usada, eu invejo a pessoa que podia empregá-la corretamente.

 

Ele disse que compreende cerca de 145.000 palavras, ainda que ele possa usar apenas 65.000 delas. Aqui está onde a ideia do ‘Dicionário ao Contrário’ começou”, ele acrescentou.

 

Ele acredita que é provavelmente o líder em cunhar palavras no mundo, tendo contribuído 600 delas para o Dicionário Webster. Ele conhece seis linguagens, incluindo o sânscrito. Elas fornecem raízes de palavras. Ele forneceu palavras especiais para agências de publicidade, pessoas famosas, escritores e produtores de filmes.

 

Mas o Dr. Schmidt se orgulha mais de sua palavra “xenopista”.

 

A razão disso é que “a língua inglesa, com 60.000 palavras, não tem nome para alguém que fala uma língua estrangeira”. É “xenopista”.

 

Aqui estão mais algumas de suas novas palavras:

 

“Opsigamista” – que se casa em idade avançada.

“Misotelista” – quem odeia pagar impostos.

“Pigossemântica – um andar gingado, como o de Marilyn Monroe. Em outras palavras, a linguagem dos quadris.

“Ginocafobia” – medo de motoristas mulheres.

“Inuptafobia” – que tem medo de continuar sendo um solteirão ou solteirona.

 

A palavra sobre a qual mais lhe perguntam vem de mulheres que querem um termo para ‘alguém que odeia os homens’. “É misandria”.

 

Uma mulher de Michigan queria uma palavra para descrever as características faciais do Presidente Eisenhower, que para ela indicavam “virilidade e santidade angélica”. Ike, portanto, é um “viragiasta”.

 

[“Just Call Him Lexidoc, He’s A Doctor Of Words” -  Simplesmente chame-o de Lexidoc, Ele é um Doutor das Palavras – distribuído pela (AP), Mt. Vernon Register-News (Il.), 26 de maio de 1954, p. 9].

 

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10,621-10/21/20; 11,016-5/12/21]





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[1]Na história dos Estados Unidos, a Lei Seca, também conhecida como O Nobre Experimento ou Proibição (Prohibition), caracteriza o período de 1920 a 1933 durante o qual a fabricação, transporte e venda de bebidas alcoólicas para consumo foram banidas nacionalmente, como estipulou a 18.ª emenda da Constituição dos Estados Unidos. Em um primeiro momento, houve um grande apoio à medida, mas, depois, o comércio e consumo ilegal de bebidas tornaram-se corriqueiros, com o governo fazendo vistas grossas. Traficantes e comerciantes ilegais, como Al Capone, em Chicago, montaram grandes esquemas que lucravam com o consumo ilegal. A medida só seria revogada no governo de Franklin Delano Roosevelt.


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