A Primeira Organização de Direitos dos Homens do Mundo (com uma agenda de questões masculinas abrangente) 1926-1938 – Viena
Nota: Esta megapostagem é a primeira de (assim espero!) várias traduções que vou fazer de postagens feitas pelo "Historiador Gonzo" e ativista dos direitos dos homens conhecido como Robert St. Estephe em seu blogue extremamente recomendável chamado Unknown Gender History (Antigamente, Unknown History of Misandry). Recentemente solicitei diretamente a ele que me permitisse traduzir suas postagens, com a condição de creditá-lo e linkar as postagens originais, portanto, cá está a primeira, que fala sobre os primórdios do Ativismo pelos Direitos dos Homens. Desnecessário dizer que todas as opiniões expressas por ele (e por outros autores cujas obras eu venha a traduzir) não são necessariamente as mesmas que as minhas. Mas concordo com o teor geral da mensagem, por isso me prestei ao trabalho. Decidi também manter as imagens das postagens originais, com legendas caso isso seja necessário. Enjoy! - SF.
NOTA: Há bastante informação advinda de fontes na língua
alemã que será adicionada a essa postagem. O mais importante a observar é o
erro feito por fontes na língua inglesa a respeito do nome Liga für Menschenrechte: ele está incorreto. Esse nome pertencia a
uma organização – fundada na mesma cidade e no mesmo ano – por “direitos
humanos” (que não estava envolvida no conflito entre os sexos, ao invés disso
defendia a paz internacional) ao invés de ser um grupo de “direitos dos
homens”. O nome correto é Der Bund
für Männerrechte, fundada em Viena em março de 1926 por Sigurd Höberth von
Schwartzthal (nascido em 1880 em Odessa, falecido em agosto de 1938) e Leopold
Kornblüh. As atividades dos fundadores se estenderam no mínimo até o ano de
1935. Não houve apenas uma, mas diversas publicações feitas pelos dois homens
após o cisma na organização. A palavra “Männerrechtler”
é aproximadamente o equivalente de “ativista dos direitos dos homens”, e tem
sido encontrada em publicações do final do século 19 e das décadas que
precederam à fundação em 1926 da Der Bund
für Männerrechte.
A primeira organização dos direitos dos homens do mundo? Tecnicamente, isso não é exato. Uma organização formada em 1898 nos Estados Unidos (Atlanta, Geórgia) foi identificada. Sua inspiração e foco contínuo era resistir a uma proposta de “imposto sobre os solteiros” [1]. Seu caráter, de defesa da solteirice, se assemelha bastante o movimento Men Going Their Own Way – Homens Seguindo Seu Próprio Caminho – (MGTOW) de hoje. Ainda assim, o Der Bund merece crédito como a primeira organização conhecida que tenha se estabelecido com um programa amplo projetado para abordar a gama completa de questões masculinas. A fundação da Der Bund für Männerrechte é, não obstante, a primeira organização de direitos dos homens com um mandato amplo abordando uma gama vasta de questões masculinas ao invés de se focar em apenas uma (como a alimônia [2] ou uma peça em particular de legislação). A ambição e a abrangência são comprovadas pelo fato de que a Der Bund emitiu um “pacto” de dez pontos em 2 de março de 1926, declarando seus objetivos e cobrindo uma vasta gama de “questões masculinas”.
A organização se dividiu em duas facções em janeiro de 1927.
A causa foi Hoeberth ter fundado em dezembro de 1926 uma organização adicional
que ele concebeu como complementar aos objetivos da Der Bund. Era chamada de Themisverband
[Têmis da mitologia grega – é dito que Têmis precedeu Apolo em responder
aos oráculos em Delfos. Ela era filha de Urano e Gaia, e foi a primeira a instruir
os homens a perguntar aos deuses o que era lícito e correto, de onde ela tirou
o nome de Têmis, que significa em grego “aquilo que é justo e correto”. ] O
objetivo da segunda organização era “lutar contra toda injustiça, independentemente
se era cometida contra homens ou mulheres”. A consequência dessa decisão de se
associar com as questões das mulheres foi a demissão de Körnbluh, que em
janeiro de 1927 formou a Justitia Verein
für Männer und Familienrecht, que era restrita à adesão masculina. A visão
dele era que os objetivos da Der Bund e
de uma organização que abordasse as preocupações de ambos os sexos eram
irreconciliáveis. Com a Bund tendo
entrado em colapso, Höberth reagrupou formando uma nova organização, a Aequitas Weltbund für Männerrechte, que
seria aberta a ambos os sexos.
Leopold Kornbluh (48 anos, um judeu solteiro), junto a um
oficial ferroviário alemão, Karl Knierling (36 anos) e um pensionista das
Ferrovias Federais, Alfred Porzer (52 anos, católico, divorciado) formaram a
associação “Federação de Justiça pela reforma na lei de Família”. O grupo
estabeleceu um “Centro de aconselhamento sobre o divórcio”, no qual os homens
toda Segunda-feira entre as 8 e 10h da noite (20 às 22 horas) [3],
que tinha lugar em sua sede em Gumpendorferstraße 6, no 6º Distrito de Viena.
[Ver Cronologia ao final desta postagem]
***
| Wikipédia/Sigurd Hoeberth/Supressão da história |
O Ministério de Adivinhação da Wikipédia faz um Pronunciamento
É instrutivo olhar para o
diálogo idiótico entre os estudiosos domésticos da Wikipédia enquanto eles
prosseguem adivinhando, especulando e se perguntando sobre o status de Sigurd
Hoeberth como uma “pessoa real” antes de decidirem deletar a entrada na
Wikipédia sobre ele em 7 de abril de 2015. Os gênios orientados pelo consenso
aparentemente nunca pensaram em pesquisar Höberth (a ortografia não-anglicista)
que produz o texto completo de uma dissertação descrevendo a vida dele e suas
atividades. Dezenas dos principais jornais figurando Hoeberth por um período de
mais de cinco anos foram considerados pelos estimados estudiosos da Wikipédia
como “fontes não-confiáveis”. (Em resumo: “Brawndo possui aquilo pelo qual as
pessoas anseiam” [4])
VER: Wikipédia: artigos para
exclusão/Sigurd Hoeberth
https://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia%3AArticles_for_deletion%2FSigurd_Hoeberth
https://community.fandom.com/wiki/Community_Central:Not_a_valid_community?from=speedydeletion.wikia.com
– Link não é mais válido – N. do T.
***
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| Sigurd Höberth von Schwartzthal, co-fundador da Bund für Männerrechte, Fundador da Aequitas Weltbunde für Männerrechte/ |
A reunião coletiva foi
organizada sob o slogan de “direitos iguais para os homens”.
Sigurd Hoeberth, o
presidente da Liga, negou enfaticamente que os homens agressivos fossem
odiadores de mulheres. Tudo o que a Liga queria, ele disse, era que as
preferências e os privilégios que as mulheres recebem agora da sociedade, do
Estado, e especialmente das cortes, acabassem.
“Nós amamos e honramos
nossas damas”, disse Hoeberth, “mas nós queremos deixar aos nossos descendentes
mais uma vez mulheres e mães de verdade, e evitar que eles sejam mortos pela
suposta emancipação da mulher”.
Numerosos oradores
denunciaram a “panelinha de degenerados literários de cafeteria” por terem
colocado a mulher em um pedestal tão alto “que ela considera como seu direito
não apenas reivindicar, mas também abusar de seus privilégios e sua liberdade”.
“As feministas, histéricas e
degeneradas escritoras de cafeteria, ajudaram a mulher astuta a forjar
correntes intoleráveis para os homens”, explicou um dos oradores, Wollner.
“O homem é amarrado para
comparecer diante do conselheiro familiar, e no assento do motorista senta a
“dama graciosa”, e se ele não se arrastar até que caia, ela gira o chicote de
parágrafos legais por sobre ele”.
Uma grande parte dos
condenados na prisão, disse Wollner, foram colocados lá pelas acusações de suas
próprias esposas. Um bom número dos novos admitidos em manicômios, ele acusou,
foram colocados lá por suas esposas porque eles estavam no caminho delas.
“A razão de tudo isso”,
disse Wollner, é que as autoridades acreditam em tudo o que as mulheres falam,
e em nada do que os homens falam, embora eles devessem saber que a mentira é
um atributo específico do sexo feminino” [5].
A principal reclamação dos
membros da liga era contra as exigências de alimônia de esposas divorciadas e
de pensão alimentícia de mães solteiras.
O secretário da Liga,
Hofeneder, retratou as exigências de alimônia e pensão alimentícia como uma
cruel perseguição aos homens, inspirada não apenas pela ganância, mas com
frequência também por vingança e pura “maldade”.
Sob a atual lei austríaca,
disse Hofeneder, a mãe solteira pode praticamente escolher quem ela quiser como
pai de seus filhos. E ele lamentou que uma corte em Viena rejeitou o teste sanguíneo
para efeitos de comprovação da paternidade com base no fato de que esse teste
ainda não estava suficientemente desenvolvido.
“O pai solteiro está
indefeso contra a astúcia e a vingança da mãe solteira”, disse Hofeneder.
“Nossas leis antiquadas falam apenas dos deveres dos pais solteiros, e não de
seus direitos”.
[“Men Form Defence League In Vienna. ” – Homens forma Liga de
Defesa em Viena - The Daily Gleaner
(Kingston, Jamaica), 10 de junho de 1926, p. 19; A grafia no original,
Hoeberth, está incorreta. ]
***
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| 17 de fevereiro de 1927/ A Organização Primordial de Direitos dos Homens "Federação pelos Direitos dos Homens" Aprova uma Resolução contra Políticas Fascistas |
TEXTO COMPLETO (Artigo 2 de 9): Viena, 17 de fevereiro. –
Com o slogan “Nós homens devemos nos unir” a Liga pelos Direitos dos Homens de
Viena, organizada para a proteção contra a usurpação das mulheres discutiu o
resgate de Charlie Chaplin em uma reunião solidária. [6]
O Sr. Knobloch [erro no orig. o correto é: Kornblueh
(Leopold Kornblüh) ], um membro do comitê executivo da liga, declarou:
“Esse é mais um caso em que a traição de uma mulher, e a
falsidade de uma mulher, está tentando arruinar um bom homem. ”
Ele caracterizou o casamento Chaplin-Grey como um “casamento
de especulação celebrado por americanas interesseiras”.
Foi decidido que eles mandariam a Chaplin suas comiserações.
Uma resolução também foi aprovada contra a tentativa de Mussolini
de suprimir os solteiros* que foi acusado novamente de violar os direitos dos
homens em favor das mulheres.
[“Anti-Woman Club Formed” – Clube
Anti-Mulher é Formado - Syndicated
(Universal Service), San Antonio Light (Tx.), 17 de fevereiro de 1927, p.
4-A]
* Isso se refere ao que ficou conhecido como “Batalha por
Nascimentos” – A Batalha por Nascimentos começou em 1927: Mussolini introduziu
várias medidas para encorajar a reprodução, com o objetivo de aumentar a
população de 40 milhões para 60 milhões até 1950. Empréstimos eram concedidos a
pessoas casadas, com parte da devolução cancelada para cada novo filho, e todo
homem casado que tivesse mais de seis filhos ficava isento de impostos. Mussolini,
que desenvolveu um culto de personalidade, argumentava que o povo italiano
tinha um dever para com o seu líder (“Il Dulce”) de produzir quantos filhos
fosse possível. Em paralelo a esses incentivos, leis foram introduzidas para
penalizar quaisquer cidadãos que se provassem ser menos produtivos. Solteiros foram
taxados cada vez mais, e por volta do final dos anos 1930, o serviço civil
começou a recrutar e promover apenas aqueles que fossem férteis e casados.
[Wikipédia]
***
NOTA: o ramo “exclusivo para homens” da Bund für Männerrechte de Viena, liderado por Leopold
Kornblueh, é discutido aqui.
TEXTO COMPLETO (Artigo 3 de 9): VIENA, 25 de maio. – Charlie
Chaplin irá apresentar uma palestra sobre a tirania das mulheres na América em
Viena este verão. Esse anúncio feito pelo Sr. Kornblueh em um congresso recente
da liga de homens de Viena chamada “Justitia” foi recebido com aplausos
estrondosos.
“Charlie Chaplin é um de nossos apoiadores mais fervorosos
no exterior”, o Sr. Kornblueh declarou, “e desde seu divórcio, ele vem
escrevendo para nós assegurando-nos de sua simpatia e enfatizando a necessidade
de um movimento internacional pela emancipação dos maridos oprimidos”.
“A tirania das mulheres modernas, que exigem todos os
direitos e recusam todas as obrigações, que estão casando com homens apenas para
levá-los a uma vida sem cuidados, sem trabalho e sem filhos, ou para obter um
divórcio e uma alimônia para a vida inteira, essa tirania vergonhosa é causa
subjacente de todo mal”.
“Vejam o manicômio Steinhof em Viena. Cinquenta por cento
dos desafortunados internos foram levados a aquele lugar por conta de seu
casamento”.
O congresso passou uma resolução exigindo a abolição de
alimônias e outros pactos desiguais entre os sexos, e protestando contra o
favoritismo das autoridades em favor das mulheres, especialmente o fato de os
policiais tomarem o partido das esposas toda vez que uma querela doméstica se
desenvolve.
A Justitia é a
primeira organização do mundo lutando pela “emancipação dos homens”, e faz seu
apelo a todos aqueles “revoltados contra a opressão do sexo feminino”. Apenas a
liberdade dos homens pode impedir o declínio e a ruína da raça branca, declara
um dos anúncios da organização.
“O único problema é”, confessou Kornblueh, “que há poucos
homens corajosos. Os maridos são covardes demais, enquanto os solteiros são
talvez ansiosos demais em se juntar à nossa organização”.
[“Chaplin, Siding With
Fellows, Will Assail Tyranny of Women - American Comedian and Victim of
‘Oppression of Female Sex’ Joins Brothers of ‘Justitia’ in Fight For
‘Emancipation of Men’” - Chaplin, se Aliando a seus Camaradas, vai Atacar a
Tirania das Mulheres – Comediante Americano e Vítima da ‘Opressão do Sexo
Feminino’, junta-se aos seus Irmãos da ‘Justitia” na luta pela ‘Emancipação dos
Homens’ - The Charleston Gazette (W.
Va.), 27 de maio de 1928, p. 6]
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| Anúncio para a primeira conferência internacional pelos direitos dos homens, que iria acontecer de 25 de setembro a 1º de outubro de 1929. |
***
TEXTO COMPLETO (Artigo 4 de 9): Viena, Áustria. – O Dr.
Sigurd Hoeberth tem coragem. Ele convocou uma conferência de todos os homens do
mundo para 25 de setembro, para discutir métodos e maneiras de obter direitos
iguais para os homens. O Dr. Hoeberth também é um otimista, pois ele acha que
ao menos 2.000 homens vão ousar comparecer a tal conferência, no Salão Hofburg do
palácio do Imperador Franz Joseph. É um salão amplo e bonito, com a vantagem
distinta de ter muitas saídas. No caso de mulheres resolverem invadir o palácio
os homens terão uma chance de ir embora e providenciar álibis.
Por algum tempo o Dr. Hoeberth desapareceu da Rua Mozart.
Aqueles que não o conheciam pensaram que ele tinha desistido da luta pelos
direitos dos homens, mas muito pelo contrário. Destemido, ele está travando a
batalha no coração do distrito financeiro de Viena. Seu novo escritório é no
piso principal de um dos muitos extintos bancos de Viena. Onde antes os
vienenses compravam seus próprios títulos, para tristeza deles, e vendiam
barato francos franceses, também para tristeza deles, o Dr. Hoeberth agora está
barricado, por trás de uma vitrine, esplendoroso com seus pôsteres. Dentro de
seu escritório ele está ainda mais protegido por um balcão alto. Talvez seja
supérfluo adicionar que seu escritório tem uma saída nos fundos que dá para a
rua.
A vitrine da Liga Mundial dos Direitos dos Homens atrai
atenção considerável. Os pôsteres são alegres, e contêm um esboço suficiente do
que o Dr. Hoeberth está promovendo. Belas estenógrafas [7], a
caminho do almoço ou voltando dele, ocupam a calçada próxima à vitrine, e
piqueteiam a oficina de Hoeberth. Elas abrem seus guarda-chuvas, e os seguram
em um ângulo que impede que os homens leiam. Às vezes a polícia é obrigada a
manter a multidão circulando. Ocasionalmente, um homem puxa seu chapéu para
baixo, e levanta o colarinho, antes de passar pelo corredor polonês para entrar
e pedir por literatura sobre a questão dos direitos dos homens. As mulheres do
mercado grunhem de desdém quando eles passam.
Surpreendentemente, o Dr. Hoeberth está encontrando um
número de mulheres vienenses que concordam com ele. Elas dizem que mulheres
inescrupulosas assustaram tanto os homens que é difícil para uma mulher
realmente modesta e refinada apanhar um marido. “Se as leis atuais forem
mantidas”, elas contam, “vai ser necessário usar armadilhas de urso”. Movida
pela piedade, ou alguma outra emoção, mesmo a Sra. Ross, esposa do Prof. Edward
Alsworth Ross da Universidade do Wisconsin, disse que o Dr. Hoeberth tem
algumas ideias boas.
O Dr. Hoeberth tem dez objetivos que ele está exigindo para
os homens antes que ele aceite um armistício. Eles são:
1 – Mulheres divorciadas, capazes de ganhar seu próprio
sustento, ou aquelas que têm rendimentos próprios, não têm direito à alimônia.
2 – Pedidos de alimônia são válidos apenas para casamentos
que duram no mínimo três anos. A quantidade de alimônia é baseada na duração do
casamento.
3 – Após o fim do casamento a mulher perde o direito de usar
o nome do marido.
4 – O limite legal na Áustria para contestar o nascimento
legítimo de um filho, que agora é de três meses, deve ser abolido. O
procedimento deve ser o mesmo que aquele usado na contestação de paternidade.
5 – Testes sanguíneos e exame antropológico têm de ser
considerados como métodos judiciais e legais para determinar a paternidade.
6 – As mães devem ser obrigadas a sustentar filhos
ilegítimos de acordo com seus próprios meios.
7 – O pai de um filho ilegítimo não deve apenas ter
obrigações para com o filho, mas também deve ter direitos quanto a ele.
8 – Filhos ilegítimos devem ser obrigados a sustentar pais
anciãos e inválidos.
9 – O mínimo da existência não pode ser derrogado por conta
da falha em conseguir pagar alimônia ou pensão alimentícia. A lei pela qual um
homem pode ser mandado para a cadeia por não conseguir pagar alimônia deve ser
revogada.
10 – “Ademais”, diz o Dr. Hoeberth, “nós estamos lutando
contra todas as monstruosidades que advieram da emancipação da mulher”.
A liga cita o caso de Johann Apfelmuss, mas é claro que esse
não é o nome real desse pobre homem. O Sr. Apfelmuss estava no hospital prestes
a ser submetido a uma operação quando sua esposa pediu ao juiz pelo divórcio. A
data da audiência foi marcada para o mesmo dia em que o Sr. Apfelmuss seria
operado. O Sr. Apfelmuss pediu por um adiamento, mas seu pedido passou despercebido.
A Sra. Apfelmuss recebeu um mandado incontestável. O marido dela tornou-se
legalmente culpável.
Ao contrário do que os médicos previram, O Sr. Apfelmuss se
recuperou, depois de um longo período de molho, e dois anos depois conseguiu um
trabalho no centro de Viena, ganhando $30 por mês. Cinco dólares desse total
disso era subtraído na fonte por seguro doença, fundo de aposentadoria e os
encargos sociais normais aos quais o trabalhador vienense deve contribuir quer
ele queira ou não. Por seu quarto e café
da manhã o Sr. Apfelmuss paga $9. Então, considerando que o Sr. Apfelmuss não
contestou o divórcio o juiz ordenou que ele pagasse $13 à sua esposa por mês.
Isso deixa o Sr. Apfelmuss com a grande soma de quase $4. A parte divertida
dessa história é que a antiga Sra. Apfelmuss é uma trabalhadora dos correios, e
recebe o salário proporcional da categoria.
O Dr. Hoeberth conhece diversas dessas histórias e quando a
liga se encontrar no dia 25 de setembro no salão Hofburg, ele irá relatar todos
os detalhes pungentes. Isto é, ele vai relatá-los se a estenógrafa e a mulher
do mercado não escalar a barricada até seu escritório antes disso.
[A. R. Drucker, “Equal
Rights For Mere Man League’s Aim - World Convention Plans to Curtail Alleged
Women's Advantages Austrian Takes Lead Thinks 2,000 Men Will Show Up to Protest
Their Wrongs” – Direitos Iguais para o Homem Comum é o Objetivo da Liga –
Convenção Mundial Planeja Restringir as Supostas Vantagens das Mulheres –
Austríaco Toma a Liderança e Acredita que 2.000 Homens Aparecerão para
Protestar contra as Injustiças que lhes Afligem - Syracuse Herald (N.Y.), 23 de junho de 1929, Sec. 3, p. 4]
TEXTO COMPLETO (Artigo 5 de 9): Viena, Áustria. –
“Aequitas”. Através desse slogan um grupo de homens vienenses esperam começar
um movimento pelo qual os homens, meros homens, possam lidar com as mulheres. É
claro que esta batalha está perdida antes mesmo de começar, e esses pobres
homens desencaminhados estariam melhor se levantassem a bandeira branca e se
rendessem enquanto é possível se render. As chances estão todas contra eles. Um
apostador conservador nem sequer arriscaria a moeda austríaca inflacionada do
período em que dez mil coroas equivaliam a um dólar. Mas suas débeis tentativas
não valeriam de nada, mesmo que o único resultado alcançado seja dissuadir
outros homens de fazer os mesmos esforços fúteis.
O Sr. Hoeberth, advogado vienense, trabalhou com casos de
relações domésticas na Áustria. A tragédia dos maridos injustiçados e a
exploração de solteiros inocentes mexeu com seus sentimentos e depois da devida
meditação ele decidiu tomar providências. Ele formou o início da liga mundial
pelos direitos dos homens – a “Aequitas”. Naquela que de outra forma é
harmoniosa rua chamada Mozart Gasse ele abriu um escritório no piso térreo dos
fundos de um tribunal.
~ Nada Feminino é Permitido ~
Exceto por uma zeladora friamente cínica, nada feminino é
permitido no escritório, além de, ocasionalmente, uma bonita estenógrafa. Uma
estátua da justiça segurando espada e balança não conta, sendo feita de gesso e
incapaz de responder à conversa. Nenhum fogo e uma ausência de olhar feminino
permeava a sala. As cortinas estavam penduradas de um jeito torto, e as
cadeiras estavam todas postas desarrumadamente o suficiente para deleitar um
solteiro despreocupado. Ao manter vestido seu sobretudo, e balançando as mãos
de vez em quando, você podia evitar se congelar.
Mas o Sr. Hoeberth fez um aquecimento de seu tema: “Nós
exigimos direitos iguais”, ele disse. “A condição vergonhosa em que o direito
matrimonial e de família está em muitos países se tornou um escândalo e uma
desgraça públicos. A causa disso pode ser encontrada em leis antiquadas, e no
modo que a justiça é administrada, de modo a ser totalmente hostil aos homens.
Por dois anos nossa organização tem lutado para mudar isso, e com frequência
nós temos sido caluniados. Nossa intenção não é atacar o casamento nem diminuir
os direitos das mulheres. Nosso objetivo é guiar os legisladores de modo a
colocar a vida familiar sob uma base sólida e justa. Nós desejamos ter leis que
se ajustem às condições modernas, com deveres iguais e também direitos iguais
para ambos os sexos.
~ As Leis atuais estão desatualizadas ~
“Cem anos atrás, quando nossas leis atuais foram
promulgadas, era provavelmente necessário proteger as mulheres, pois elas foram
excluídas da maioria das atividades econômicas, e não possuíam nenhum direito
político. Nessa época a mulher ficava em casa até se casar. Ela se ocupava com
o lar de seus pais, e trazia com ela, quando casada, uma consciência moral e um
senso do valor do casamento. A mulher antiquada raramente exigia o divórcio, e
geralmente quando ela o fazia, ela tinha razões boas e suficientes para isso. E
como ela não podia entrar muito bem no mercado de trabalho, ela estava
justificada em exigir e receber alimônia.
“Agora tudo isso mudou. A “mulher de hoje desfruta de todos
os direitos políticos e econômicos dos homens. Toda ocupação está aberta para
ela. De fato, em muitos casos ela pode avançar mais rapidamente que um homem.
Sob essas condições, o que o casamento significa para uma mulher que não tem
uma consciência moral? Para ela, o casamento não é nada mais que um embornal. E
de acordo com nossas leis um marido é apenas um animal que é obrigado a manter
o embornal cheio. E se um homem ainda não está preparado para passar dos
limites a fim de manter seu embornal cheio o suficiente para satisfazer as
ambições especulativas de sua esposa, então a prisão o encara de frente.
~ Apenas um Enchedor de Embornal ~
“E como agem os instrumentos da justiça? Um sorriso
malicioso, um vestido bem cortado, algumas poucas lágrimas de crocodilo e o
enchedor de embornal está perdido. Uma mulher não pode perder no tribunal. Nós
temos coletado dados que mostram em detalhe muitos casos nos quais a justiça
foi ignorada. Sob tais condições é suicídio para um homem se casar. E isso
explica o declínio dos casamentos, e os muitos casos extraconjugais. O que se
pode esperar? Mas mesmo nos casos extraconjugais o homem é a vítima. O pai do
filho ilegítimo é sempre aquele que pode encher o embornal ao máximo, e
satisfazer as ambições da mulher. Nossas leis exigem que exista um pai. Cabe
apenas à mulher inescrupulosa escolher um. Essa prática arruinou as vidas de
muitos homens inocentes. Já é hora de nos unirmos e insistirmos na igualdade de
direitos. ”
“Certo, você está”, nós dissemos ao Sr. Hoeberth, mas sem
muito entusiasmo. Nós tínhamos um pressentimento. Mais tarde voltamos ao
escritório harmonioso da Mozart Gasse. O Sr. Hoeberth tinha se mudado. “Para
onde? ”, perguntamos à zeladora cínica.
“Sei lá. ”
“E a correspondência dele? Não está sendo encaminhada? ”
“Ele não recebe nenhuma correspondência”.
Mas nós achamos que o Sr. Hoeberth ainda está lutando contra
o destino. Ele recebeu diversos pedidos de entrevista, e também pedidos para
admissão em sua organização. Além disso, os juízes finalmente admitiram o uso
de teste sanguíneo de paternidade. É possível, pelo menos, como se diz, saber
quem não era o pai.
[“Equality Is Asked By
Austrian Male - “Aequitas, ” Viennese Society Champions Husbands and Bachelors”
– Homem Austríaco Pede Por Igualdade – “Aequitas”, Sociedade Vienense Luta
pelos Maridos e Solteiros” (do Chicago
Daily News), The Charleston Daily
Mail (W. Va.), 3 de maio de 1929, p. 17]
***
TEXTO COMPLETO (Artigo 6 de 9): Viena, 14 de agosto. – Duas
ligas estão funcionando em Viena hoje para “obter direitos iguais para homens
oprimidos”, mas uma delas não está se esforçando tanto quanto costumava. O
fundador se apaixonou e decidiu permitir que mesmo as mulheres poderiam ser
admitidas.
Essas duas organizações são “Aequitas”, a organização
original, que convidou mulheres “honestas” a participarem de sua conferência
mundial que vai acontecer aqui no mês que vem, e a “Justitia”, que é contra
todas as mulheres.
Quando o Sr. Von Hoeberth, um homem divorciado de Viena,
formou a liga original pelos direitos dos homens, ele era franco em suas
críticas das leis e costumes que ofereciam aos homens, e especificamente aos
homens casados e divorciados, “o pior negócio de todos”. Ele tinha pouca
utilidade para as mulheres, e para as prerrogativas femininas, e não hesitava
em dizer isso. Mas quando ele se apaixonou tudo mudou.
~ Fundador permanece firme ~
O Sr. Kornblueh, um dos fundadores da liga original, que
permaneceu firme em sua atitude anti-mulher, declarou em um discurso aos seus
colegas:
“Pisem suavemente, meus caros camaradas, neste chão, porque
vocês estão pisando sobre um dos meus sonhos. O Sr. Von Hoeberth, nosso
presidente, que era conhecido como um honrado homem divorciado, se envolveu em
um caso amoroso, tem sido visto em lugares públicos com uma jovem mulher, a
quem um jovem tolo chamaria de charmosa, e recentemente abriu as portas de
nossa liga às mulheres. Eu considero isso como uma profanação de nossos ideais
sublimes. ”
Essa foi a primeira discórdia séria entre os lutadores pela
“emancipação dos homens”. Ela levou à secessão de uma facção da liga original e
à criação da “Justitia”.
O Sr. Von Hoeberth permanece o presidente da “Aequitas”,
enquanto o Sr. Kornblueh foi escolhido como presidente dos cem por cento [8] da
“Justitia”.
A conferência mundial em Viena patrocinada pela “Aequitas”
está agendada para acontecer no dia 25 de setembro. Seu programa, como
previamente destacado pelo Sr. Von Hoeberth, apela pela criação de um movimento
internacional pela reforma das leis matrimoniais e do divórcio, especialmente
as leis que se referem à alimônia. É alegado que “mulheres sem princípios
propositalmente casam-se com homens com a ideia de obter divórcios e alimônias
mais tarde. ”
A “Justitia” se opõe
ao atual movimento para conceder ainda mais liberdades políticas às mulheres,
que, afirmam, estão “se esquecendo de seus deveres naturais”
[Alfred Tyrnauer, “Oppressed
Males To Have Their Inning - Two Leagues Functioning In Vienna To Obtain Equal
Rights For Oppressed Males Allowing Women To Join League Becomes Controversial
Point With Founders” – Homens Oprimidos Têm a Sua Vez – Duas Ligas
Funcionando em Viena para Obter Direitos Iguais para os Homens Oprimidos –
Permitir que Mulheres se Unam à Liga se torna um Ponto Controverso para os
Fundadores - syndicated (INS), New Castle News, Pa,), 14 de agosto de 1929, p.
15]
***
~ • ~ • ~ Link: Uma
discussão dessa organização em relação às atividades nos Estados Unidos,
1929. (Em inglês)
~ • ~ • ~ Link: O
ponto de vista de uma mulher sobre essa organização, 1929 (Em inglês)
~ • ~ • ~ Link: Interesse
na França sobre essa organização, 1930. (Em inglês)
***
http://unknownmisandry.blogspot.com/2014/02/british-branch-of-international-mens.html
***
![]() |
| 7 de outubro de 1930/ Morre a Liga Mundial pelos Direitos dos Homens; Loja de Sapatos Femininos é aberta em sua antiga sede/ Viena, Áustria. |
TEXTO COMPLETO (Artigo 7 de 9): Viena. – Equitas, a liga
mundial pelos direitos dos homens, uma organização que tem sua sede aqui e tem
como membros pessoas europeias e americanas, desapareceu. Não está claro se ela
foi ao chão diante do avanço vitorioso da mulher que a tudo conquista ou se foi
simplesmente por conta da depressão econômica mundial. Em todo caso, ela
abandonou seus escritórios.
As duas belas vitrines de vidro laminado, que uma vez
exibiram um mosaico de recortes de jornal com manchetes do tipo “Cantora Atira
em Seu Marido”, “Primeira Mulher Corretora é Revelada Como Sendo uma Vigarista”,
“Orgias de uma Garota de 18 Anos”, “As Envenenadoras de Maridos de Nagrev” ,
e “Estrela de Filmes quer Um Milhão em Alimônia”, estão agora repletas de amostras
de produtos de uma loja de sapatos, e uma loja de sapatos femininos, ainda por
cima.
Um ano atrás Sigurd Hoeberth, presidente da liga mundial,
mandou centenas de convites a professores universitários, banqueiros e
jornalistas dos Estados Unidos para que atendessem ao congresso mundial no qual
os objetivos da liga seriam discutidos. Porém, foram tão poucos os
destinatários que levaram a iniciativa a sério, que o congresso foi adiado.
Daí por diante os interesses e as atividades da liga continuaram
a diminuir até que praticamente sua única fonte de recursos vinha de seus
membros femininos. Destes, a liga teve, de acordo com uma declaração do
presidente, 500, e ele admitiu confidencialmente que elas eram as que mais
contribuíam, especialmente as mães com filhos que estavam em idade de se casar.
[“World League for
Rights of Men Dies; Women’s Shoe Store in Headquarters – Morre a Liga Mundial
pelos Direitos dos Homens; Loja de Sapatos Femininos é aberta em sua antiga
Sede” syndicated, The Tipton Daily Tribune (In.), 7 de outubro de 1930,
p. 1]
***
EXCERTO (Artigo 8 de 9; de um artigo similar ao anterior): Com a Liga se foi também seu periódico
semanal, “Autodefesa”, que continha algumas reportagens interessantes, como uma
série intitulada “Filha de Satã”, e uma espécie de relatório sobre o estado dos
direitos dos homens em diversas partes do mundo, mas que pereceu aparentemente
por falta de publicidade em lojas de departamento, deixando para as mulheres a
última palavra, como de costume.
[“League for Men’s
Rights Abandoned – ‘Equitas’ Had Headquarters in Vienna – Europeans and
Americans Among Members” – Liga pelos Direitos dos Homens é Abandonada – A “Equitas”
Tinha Sede em Viena – Europeus e Americanos estavam Entre os Membros The Gazette (Montreal), 6 de outubro de
1930, p. 13]
***
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| O fechamento dos escritórios públicos da Aequitas/10 de outubro de 1930/Federação Mundial Aequitas pelos Direitos dos Homens |
TEXTO COMPLETO (Artigo 9 de 9): Raramente uma mãe considera a
escolha de uma esposa pelo filho algo digno da distinção conferida a ela.
Equitas, a liga mundial pelos direitos dos homens, com sede
em Viena, era composta em grande parte de membros mulheres, a maioria delas
mães de filhos em idade de se casar. A proposta da Equitas era defender os
homens contra a ingerência das mulheres, que eram acusadas de estar em conluio
para conquistar todo o poder e domínio mundial.
Os escritórios da Equitas estavam plenos de advertências
potentes como “Cantora Atira em Seu Marido”, “As Envenenadoras de Maridos de
Nagyrev”, “Orgias de uma Garota de 18 Anos”. Um periódico semanal, “Autodefesa”,
mantinha os membros e o público informado sobre o status dos direitos dos
homens em várias partes do mundo. Agora a Equitas faliu para dar lugar a uma
loja de sapatos femininos nos aposentos que outrora ocupava.
As mães descobriram que seus filhos não compartilham de sua
apreensão sobre os perigos que cercam o caminho de um homem jovem e disponível.
A Equitas não pôde fornecer a seus membros nenhuma receita para convencer um
jovem homem apaixonado que o objeto de sua afeição é uma criatura projetada
conspirando para reduzi-lo a um estado de dependência ou mesmo escravidão. Por mais
improvável que pareça, pode chegar o tempo em que os homens serão compelidos a
se unir em defesa de seus direitos, assim como as mulheres foram forçadas a se
unir em um esforço conjunto contra a dominação masculina, e a Equitas possa
surgir novamente.
[“Mothers’ Club to
Save Sons Closes Doors” – Clube de Mães para Salvar os Filhos Fecha as Portas
- syndicated (Newspaper Alliance), The
Milwaukee Journal (Wi.), 10 de outubro de 1930, p. 10]
***
Essas reportagens em língua inglesa estavam incorretas em
assumir que o fechamento dos escritórios da Aequitas e da Justitia significava
que as organizações haviam se dissolvido. A Justitia permaneceu ativa até 1937.
A Aequitas permaneceu ativa até a morte de Hoeberth em 1938. Logo após a morte
do fundador, o Comitê Anschluss Nazista [9] desativou
a organização.
***
NOTA sobre o erro de nomenclatura em fontes na língua inglesa:
Fontes na língua inglesa nunca, na medida em que as fontes
atualmente disponíveis revelam, deram o nome correto à Der Bund für Männerrechte. Por engano, elas substituíram o
nome correto pela Liga für Menschenrechte, outra organização vienense, que não tinha relação alguma com a Der
Bund.
Coincidentemente em
1926, outra organização com um nome quase idêntico foi fundada na Áustria, a Österreichische
Liga für Menschenrechte. Essa organização austríaca, fundada por Rudolf
Goldscheid, (1870-1931) estava associada com a Fédération internationale des
droits de l'Homme of ligues. Sua missão era a promoção de direitos
humanos em geral, e não em problemas das relações entre os sexos. Não há
conexão alguma entre as organizações de Goldscheid e Hoeberth, a despeito da
similaridade do nome, localização e data de origem.
***
►• ►A postagem “Primórdios
do Ativismo pelos Direitos dos Homens” (em inglês) oferece links para
outros artigos sobre o ativismo pelos direitos dos homens no período entre
1910-1930 em diversos países. ◄•◄
VEJA TAMBÉM: Primeiros
Ativistas dos Direitos dos Homens: 1926-1960 (em inglês)
***
Cronologia de Hoeberth (Höberth)
1880 – Sigurd Höberth von Schwarzthal (nascido em 1880,
Odessa; falecido em agosto de 1938)
1925 – Publicação de “O Ativista dos Direitos Masculinos. A
única revista anti-feminista, não erótica, contra a fraude do tempo. – Para quem
pensa”, Viena, 1925.
26 de Março de 1926: A Der
Bund für Männerrechte é fundada em Viena por Sigurd Höberth von Schwarzthal
e Leopold Kornblüh; Ela emite um “pacto” com dez pontos.
1926 – Publicação de “O ativista dos direitos masculinos. Órgão pelos Direitos do Homem”; Viena,
1926.
25 de setembro de 1926: Agendada uma Conferência
Internacional (que não veio a acontecer). Salão Hofburg, Viena.
Dezembro de 1926: Hoebert funda a Themisverband (uma
subsidiária feminina).
Janeiro de 1927 – A organização se divide em duas facções.
Hoeberth forma a Aequitas Weltbund für Männerrechte, que seria aberta a ambos
os sexos.
Janeiro de 1927 – Kornblüh forma a Justitia Verein für
Männer und Familienrecht.
1929 – Publicação do periódico “Männerrechtler-Zeitung“,
Viena, 1929.
Maio de 1930 – Primeira edição do periódico Notwehr (Autodefesa) é publicada.
Setembro de 1930 – Segunda e última edição do periódico Notwehr (Autodefesa) é publicada.
1930 – O escritório de vitrine da Aequitas fecha as portas.
Fevereiro de 1933 – Primeira edição do periódico Männer-Zeitung, editado por Hoeberth; 6
edições publicadas (#2, março-abril de 1933; #3, maio de 1933, #4, junho-julho
de 1933; #5, janeiro-fevereiro de 1934; #6, verão de 1935).
1937 – A Justitia permanece ativa até 1937.
1938 – A Aequitas permanece ativa até a morte de Hoeberth em
1938. Logo após a morte do fundador, o Comitê Anschluss Nazista fecha a
organização.
Agosto de 1938 – Morre Sigurd Hoeberth.
[Fonte: tese: Kerstin Christin WRUSSNIG, “Wollen Sie ein Mann sein oder ein Weiberknecht?
“ – Zur Männerrechtsbewegung in Wien der Zwischenkriegszeit Verfasserin,
2009 - Você Quer ser um Homem ou o Servo de Uma Mulher? – Autor sobre o Movimento
pelos Direitos dos Homens em Viena no período entre as grandes guerras, 2009. ]
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| Männerpartei/Fundado em 4 de fevereiro de 2008/Oliver Peter Hoffmann, Pós-Feminista/ Liberale Männer, Fundado em 2017 |
As primeiras organizações e partidos políticos de direitos
dos homens da Áustria foram fundados nos anos 1920. Isso foi oito décadas antes
que organizações similares fossem estabelecidas.
O “Männerpartei” (Partido
dos Homens) foi fundado em 4 de fevereiro de 2008 por Oliver Peter Hoffmann e
tem sido ativa em público desde 2009. O primeiro foco de trabalho político era
sobre “direitos iguais para os pais”. Discussões em painéis, demonstrações e trabalhos
de mídia foram conduzidos pelo partido dos homens sobre esse tópico.
Nas eleições de Viena de 2010, o partido concorreu como
parte da Plataforma da Democracia Direta, uma aliança eleitoral de cinco
grupos. Nas eleições para o Conselho Nacional da Áustria em 2013, o partido dos
homens concorreu pelo estado de Vorarlberg. Ele recebeu 488 votos, o que
corresponde a 0,28% dos votos válidos em Vorarlberg e 0,01% na Aústria. Pela primeira
vez na eleição estadual (Vorarlberg, 2014), o Männerpartei marcou 0,39% dos votos e não conseguiu nenhum mandato.
Nas eleições municipais de Viena em 2015, o partido concorreu pelo distrito de
Donaustadt e alcançou 0,17% (total: 0,02%). Em Vorarlberg o partido concorreu
nas eleições para o Conselho Nacional em 2017, mas não conseguiu entrar para o
Conselho. [Wikipédia]
Em 2017, Hoffmann saiu do Männerpartei e fundou a Liberale Männer Zur
politischen Vertretung von Männerinteressen, uma associação sem fins
lucrativos austríaca, promovendo uma agenda pós-feminista – expondo as falhas
ideológicas feministas e sua capacidade de destruição social.
***
Para mais revelações sobre essa história suprimida, veja O
golpe da Alimônia: Lista de Postagens (em inglês).



















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